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Lóbi do Chá

Lóbi do Chá

"Santos Ferreira vai com um turbante Prada, muito chique"

por Zé Pedro Silva, em 30.03.09
Lendo o Diário Económico, não sei se na Alfândega do Porto decorre uma Assembleia-geral do BCP ou a cerimónia de entrega dos Óscares.

Há pouco noticiavam com alarde: «António Mexia chega 45 minutos atrasado». Agora dizem que o «advogado de Jardim de Gonçalves já está na AG» e que «os advogados do BCP e da Teixeira Duarte conversam fora da AG».

E os vestidos, os vestidos? Nós queremos é saber dos vestidos!

A cegonha tinha razão

por Zé Pedro Silva, em 29.03.09


O mundo apagou algumas luzes durante alguns minutos. Estamos agora preocupados com a destruição do planeta, a um ponto quase irreversível.

Razão tinha aquela cegonha suicida que se estatelou numa subestação. Ainda ninguém invocava as alterações climáticas, quando naquele gesto heróico deixou metade do país às escuras durante várias horas.

É difícil agradar aos trabalhadores

por Zé Pedro Silva, em 28.03.09


O pedido de insulvência deixa trabalhadores com pouca esperança? Os trabalhadores devem temer a insolvência; a insulvência até pode ser coisa boa. Não sabemos.

A taxa e a taxa sobre a taxa

por Zé Pedro Silva, em 26.03.09
Falei recentemente na total falta de respeito deste Estado de Direito pelos seus cidadãos. E isso leva-me a outro tema, tratado em tempo: a contribuição audiovisual que se paga à EDP.

Correu por aí que os clientes podiam pedir o cancelamento desta taxa. E é verdade, mas só os que têm um consumo anual inferior a 400 KWh. Isto é, só para os Flinstone. Qualquer pessoa, até aquela solitária deputada d'Os Verdes, gasta largamente mais de 400 KWh. 800 KWh gasto eu a fazer a barba e uso gilete.

Ora, chegamos então à evidente conclusão de que os clientes da EDP, quase todos, pagam a taxa de contribuição audiovisual e IVA sobre isso. Pagam a taxa e o IVA sobre a taxa.

A propósito, o Parlamento reabriu ontem o seu moderníssimo hemiciclo. Diz Gama que é o mais moderno do mundo. Tem um computador para cada deputado. Os deputados têm agora um computador no gabinete e outro no hemiciclo. Mas depois não têm nas comissões. Um único computador portátil teria sido mais eficiente.

Mas não é preciso eficiência quando se cobra IVA sobre taxas. É só mandar comprar. O sistema informático do novo hemiciclo custou quinhentos mil euros. Só o sistema informático, porque também há quatro grandes ecrãs no hemiciclo.

Coisa muito estúpida, como é evidente. A sala foi concebida, há mais de cem anos, para que se pudesse ver, de qualquer ponto, o orador. Dir-me-á então o leitor: «Está bem, mas pode ser preciso visualizar um gráfico ou um vídeo durante as sessões".

Até admito que sim, mas então para que serve um computador por deputado? Não podem mandar os gráficos para os computadores? 230 computadores e quatro ecrãs gigantes não será fruta a mais?

Enfim, não quero ser chato. Tenho cá para mim que o país tem orgulho nestas merdas. Mesmo quando o rei vai nu.

Bamo lá fazer esse quim

por Zé Pedro Silva, em 26.03.09


O primeiro-ministro italiano viajou pela primeira vez no comboio rápido que liga Roma a Milão. Chama-se Frecciarossa e completa o percurso em três horas.

Esta inauguração, em Roma, acontece quando em Portugal o maior partido da oposição regressou ao tema TGV para dizer que o Governo está louco. Ferreira Leite diz que não quer TGV's, quer, isso sim, mais centros de saúde. Aparentemente, a campanha do PSD será do tipo oil for food.

Por mim, venha o TGV e, como convém, depressinha. Uma linha de norte a sul, outra para a Europa. Não é já evidente que ninguém se consegue mexer neste país? Nem cá dentro, nem daqui para fora!

Mais dia menos dia, estamos aqui todos a olhar uns para os outros, enfiados, quase de certeza, num dos muitos centros de saúde erguidos pela santinha.

[Fotografia: Reuters/Alessandro Garofalo]

Bioadversidade

por Zé Pedro Silva, em 24.03.09

Clooneyalismo

por Zé Pedro Silva, em 24.03.09
«We walked through a village where children would follow me and chant the name "Obama". His promise of "hope" having such a different meaning here.»

George Clooney visitou recentemente um campo de doze mil refugiados no Chade e narra no blogue Nothing New to Report o que viu. Gravou também um vídeo sobre a qualidade de vida que (não) encontrou.

Pobres de nozes

por Zé Pedro Silva, em 21.03.09


O stress, cada vez mais preocupante, dos esquilos.

[Fotografia: Reuters/Vasily Fedosenko][O fotógrafo tem um nome engraçado. Que seria ainda mais engraçado se ele fotografasse doninhas.]

O caminho faz-se litigando

por Zé Pedro Silva, em 20.03.09
De uma coisa podemos ter firme certeza. Em Portugal, o julgamento do malévolo Fritzl tinha tido outro andamento. Talvez a defesa estivesse por esta hora a alegar que aquilo que a acusação entende por "cave" é, em bom rigor, um rés-do-chão sem janelas, pelo que a aplicação da lei de sequestro em caves é inconstitucional.

Marcava-se então uma perícia para resolver a questão «cave ou rés-do-chão sem janelas?» e daqui a meio ano o julgamento recomeçava.

Recomeçava para a defesa alegar que, tendo em consideração a semelhança do nome do arguido com uma famosa marca de batatas fritas, a detenção era ilegal. E assim, invocando uma lei que estipulasse inequivocamente que «quando não se consegue saber se o arguido é um homem ou um pacote de batata fritas, privilegia-se a tese do snack», a defesa pedia a libertação de Fritzl, alegando que este deveria ter sido apreendido pela autoridade de segurança alimentar.

Ordenava-se então a libertação imediata do arguido mas o tema tinha dado fome ao juiz, que prontamente encerrava a audiência, marcando a próxima sessão para o dia 29 de Fevereiro. Poucos minutos depois dava entrada no Tribunal um requerimento da defesa a recordar que Fevereiro só tem 29 dias nos anos bissextos, pelo que se despedia até 2012.

Louvado seja o Senhor

por Zé Pedro Silva, em 19.03.09
O que diria São Francisco de Assis da reforma do padre Vítor Melícias? Soltava provavelmente o palavrão que conteve mesmo quando peregrinava descalço por esse tortuoso mundo fora.

Mais de sete mil euros por mês é obra. Obra do Montepio Geral, da Misericórdia de Lisboa, do Serviço Nacional de Bombeiros e de outros organismos que entregaram ao excêntrico franciscano responsabilidades "acima de director-geral". Teve de penar, portanto.

Mas está satisfeito. Ao Correio da Manhã garantiu que a reforma é aceitável, embora tenha "confessado" que não é rico. Faltou-lhe apenas reconhecer, na minha modesta opinião, que é pobre.

Seja como for, vamos recordar o comentário de um grande amigo de Melícias, à data primeiro-ministro de Portugal, estimado António Guterres. Disse então, enquanto se desatolava do pântano, que os portugueses são invejosos.

Não terá Guterres cuidado das boas razões que diariamente legitimam os pecados deste povo. Quando um padre franciscano ganha 7450 euros de reforma num país com o salário mínimo fixado em pouco mais de 500, esperava o agora Alto Comissário para os Refugiados que o povo fosse o quê? Abnegado?

Bom, não deixa de o ser. Melícias tem recebido o seu pecúlio, não tem?

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