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Lóbi do Chá

Lóbi do Chá

Lindo, António Feio

por Zé Pedro Silva, em 31.07.10

 

Imprensa Falsa (manchetes da semana)

por Zé Pedro Silva, em 31.07.10

- Toni ainda tentou marcar a "grande viagem" pela Marsans mas as lojas já tinham fechado  (Notícia dedicada a António Feio.)

- Depois de Putin, Cavaco também cantou com os espiões

- Luís Amado desaconselha "aventuras" no deserto do Saara e recomenda, em alternativa, o Badocha Park

- Triagem da São Caetano: Ricos têm pulseira bege e aguardam no lounge, pobres têm pulseira “esverdeada” e aguardam “longe do lounge, sff”

- Crise na TAP: Refeições a bordo vão começar a ser fornecidas pelas Nações Unidas

- Eram oito horas da manhã em Lisboa: Cristiano Ronaldo espreguiçou-se

- Depois de uma infância a levar estalos, o agora Adolescente Guerreiro é um político violento

- Reforma constitucional: PSD propõe "you're fired" em vez de "justa causa"

- «Vai haver aumentos... Ai vai, vai! Não vai nãooo!»: Governo brincalhão desafia Função Pública

- Aquecimento Global tem impedido Guerra Fria

- Cliente da Marsans “desconfiado” acautelou logo apartamento na Quarteira para quando devia estar nas Bahamas

Não há palavras

por Zé Pedro Silva, em 30.07.10

«Todos nós gostaríamos de muito mais celeridade na resolução dos processos de investigação e nos processos judiciais, mas a justiça tem o seu ritmo e eu respeito o ritmo da justiça» - Cavaco Silva, respondendo a perguntas sobre o caso Freeport.

 

Se o mais alto magistrado da Nação diz que respeita o ritmo da Justiça quando se discute um processo que começou mal, em cima de umas eleições, depois esteve parado, depois voltou nas eleições seguintes, depois esteve parado, depois recomeçou com um prazo para terminar, mas não foi respeitado, depois houve outro prazo - ao cabo de seis anos - para acabar dentro de um mês; prazo esse que lá foi respeitado, mas os procuradores vieram dizer que faltou isto e mais aquilo...

 

Se o mais alto magistrado da Nação diz que respeita o ritmo da Justiça, está tudo dito sobre a Nação, sobre o mais alto magistrado e sobre a Justiça.

A Justiça vai de mal a pior, já dizia "toda a gente"

por Zé Pedro Silva, em 29.07.10

Podemos poupar no intróito, pois todos conhecemos a história do caso Freeport. Em plena campanha eleitoral, uma estranha denúncia originava uma complicada investigação ao licenciamento de um centro comercial em Alcochete. O caso envolvia alguns governantes, mas o principal alvo era José Sócrates, outrora ministro do Ambiente, que por aqueles dias era dado como certo à frente do Governo.

 

O Partido Socialista lá foi eleito, José Sócrates lá foi primeiro-ministro, e assim continuaram, bem como a investigação. Ao mesmo tempo, levantavam-se dúvidas legítimas num país que não podia ignorar um caso daqueles, e a necessidade de obter explicações.

 

As dúvidas assomavam e sumiam, as explicações tardavam.

 

Seis anos depois, as autoridades não suspeitam de nenhum político e o caso parece acabar em dois pequenos comissionistas que alegadamente sacaram centenas de milhões de euros aos ingleses para pagar a políticos portugueses.

 

O caso está encerrado? A meu ver, não. Ninguém confia na Justiça, logo ninguém confia na conclusão do caso Freeport. Sócrates continua e continuará, aos olhos da maioria dos portugueses, e por mais injusto que isso possa ser, como suspeito de corrupção. Seis anos depois, com todos os episódios que o nosso sistema admitiu em mais este caso, ninguém vai confiar nesta decisão judicial e o povo está completamente indiferente ao que dizem os políticos.

 

Sobretudo quando a acompanhar as incertezas legítimas - sublinho legítimas - das pessoas, andou uma campanha perfeitamente encapotada na mais nobre missão jornalística, que usou o caso Freeport para tentar eliminar o Governo.

 

Mas qual é, então, o problema de fundo?

 

A Justiça, manifestamente a Justiça, sendo certo que os políticos não se podem queixar dela. É a coisa mais absolutamente notável, um governante queixar-se da Justiça e da sua morosidade. Então mas quem é que manda? Quem é o legislador? Será que também temos de lançar uma investigação durante seis anos para descobrir quem é o legislador e quem manda nas leis? Ó Dra. Cândida Almeida, venha cá, não vá já de férias, porque tem de descobrir quem é o legislador em Portugal!

 

Com a breca! A Justiça vai de mal a pior e já é tão comum dizer-se isto que ao dizê-lo me sinto estúpido. Mas é verdade. E não pode continuar. Sócrates não é nenhuma vítima. É culpado. Santana também (embora por pouco). Durão Barroso, António Guterres, Cavaco Silva e todos, dos provisórios aos constitucionais. Também os presidentes da República. Todos eles são culpados do caso Freeport, como também são culpados, por exemplo, do processo Casa Pia, que foi adiado mais um mês porque estão a escrever um livro em vez de fazerem Justiça.

 

A Justiça portuguesa é inqualificável de lenta, de arbitrária e de manipulável. Ninguém pode, por isso, ter segurança nas investigações a que vai assistindo e nas decisões que delas saem. E assim, um político sobre quem se lança suspeitas de corrupção, por mais infundadas e criminosas que sejam, é corrupto para toda a vida. E se não consegue restaurar a Justiça em Portugal, seja por que razão for, é culpado.

Workshop "como presidir à República" do prof. Cavaco

por Zé Pedro Silva, em 28.07.10

O presidente Cavaco começa quase sempre as suas declarações explicando o que deve ou não "o presidente" fazer. É bom lembrar o Chefe de Estado que dos dez milhões de portugueses, só quatro manifestaram interesse em presidir à República, sendo que dois deles não contam muito com isso.

Resulta daqui que aos portugueses não interessa tanto o que "o presidente" deve fazer, mas o que tem feito o professor Cavaco, independentemente de ser mais ou menos político-constitucionalmente correcto.

Derivado "ó" calor

por Zé Pedro Silva, em 28.07.10

Gostava de ser um urso com os sonos trocados para hibernar durante o Verão.

Já que falamos em interesse nacional

por Zé Pedro Silva, em 27.07.10

Gostava de ver o Governo lutar por manter a transportadora aérea nacional nas mãos do Estado, no mínimo com o empenho com que lutou pela manutenção da participação da Vivo na PT.

 

Há muitas formas de se financiar a TAP sem que a lorpa da Europa tope. Isso foi feito no passado. Invocar o argumento de que é a Europa que não permite subvenções às companhias aéreas é poético, sobretudo poucos dias depois de se usar uma golden share.

 

Vá lá, deixem-se de ideias. A TAP é um símbolo nacional.

Leia sem se rir, por favor

por Zé Pedro Silva, em 26.07.10

«As taxas cobradas pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) às empresas que afixam telas publicitárias nas fachadas de edifícios são inconstitucionais. A decisão foi tomada pelo Supremo Tribunal Administrativo (STA) com base em vários acórdãos do Tribunal Constitucional, mas que ao longo dos últimos dez anos não têm tido acolhimento por parte da autarquia, que continuou a exigir dinheiro aos munícipes.» - Diário Económico. (Bold meu)

Espero que recuperem

por Zé Pedro Silva, em 26.07.10

Depois de me ganharem em Tribunal a disputa sobre uma factura maluca de internet que nunca explicaram e que nem a senhora doutora meritíssima juíza lhes pediu para explicar - num processo que contou ainda com a preciosa colaboração de uma funcionária que foi a Tribunal mentir com todos os dentes - é evidente que lamento a quebra de 4% nas receitas da Vodafone do 2.º trimestre, que se vem juntar à quebra de 2% no 1.º. Oxalá não recuem 8% no 3.º trimestre, muito menos 16% no 4.º.

Então, o que tens feito?

por Zé Pedro Silva, em 23.07.10

 

Importunado vacas.

 

[Imagem: Reuters]

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