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Lóbi do Chá

Lóbi do Chá

Do andar por aí de Vespa (com crítica geladeira)

por Zé Pedro Silva, em 04.08.10

 

Mão amiga – na verdade, mão irmã – depositou em mim a confiança da sua Vespa por dois ou três dias em que vai estar fora de Lisboa, perto de outras vespas, mais abelhudas.

 

Como qualquer criança, não fiquei à espera de ver nascer o dia para me fazer ao caminho, em paralelo – literalmente – com outro motard e a sua também Vespa. Era quase uma concentração de Faro em Lisboa.

 

Fazia já algum tempo que não montava um cavalo de aço, mas andar de mota é como andar de bicicleta, por isso não há problema, excluindo talvez os carris, que acabam por ser os melhores amigos dos ortopedistas.

 

Perto das dez horas, encontrava-me pronto no Chiado para experimentar o tal Santini que abriu na Rua do Carmo. A fila era, como não podia deixar de ser, pior que a da Segurança Social da Avenida da República. Ora, um cavalheiro que anda de mota não vai ficar numa fila para comer um geladinho.

 

 

Fizemo-nos então de novo ao caminho, pelo Castelo até à Bica do Sapato, onde nos despedimos de um cruzeiro. Só espero que ele não tivesse acabado de chegar, porque nesse caso fizemos figura de ursos.

 

Espaço Fábulas, Chiado

 

De regresso ao Chiado, a mesma fila no Santini levou-me a conhecer o Espaço Fábulas, onde uma tosta de presunto e brie não foi capaz de arrumar com aquela ideia peregrina de ir ao Santini. E assim, perto da meia-noite, lá estávamos… na fila do Santini.

 

Quando saímos, meia-noite em ponto, ainda havia casais a implorar por um gelado, enquanto o pobre do empregado – homem para ter servido hoje trinta mil bolas – dizia que a máquina registadora à meia-noite apaga, como quem diz «nós até queríamos servir...». Mesmo assim eles não largavam da porta. Parecia ser preciso abatê-los.

 

 

Mas enfim, o verdadeiro Santini, se ainda existe, tem os dias contados. Esta autêntica cadeia que está a ser montada não conseguirá manter a qualidade de um produto que nunca podia ter saído daqueles oitenta m2 em Cascais e da fábrica pouco maior no Estoril. O sabor tradicional dos gelados Santini não vai conseguir acompanhar este crescimento, mas o Rei de Espanha – fã número um – depois dirá, quando o próximo carregamento irromper pelo Palácio Real.

 

E pronto, estava feito o primeiro passeio de Vespa por Lisboa neste Verão quente. A seguir vamos vespalhar até àqueloutros gelados tradicionais de que todo o mundo fala e que, dizem, estão a fazer frente aos Santini: Artisani. Quem leva a melhor?

 


[Imagens: JCS, com Nokia E71 (excluindo "Vespa")]

Uohhhhh!

por Zé Pedro Silva, em 03.08.10

 

A Direcção Geral dos Impostos chamou 53 super funcionários para cobrar impostos.

 

[Imagem: O Grito, Edvard Munch]

A quem lhes falta o trono

por Zé Pedro Silva, em 03.08.10

 

O Procurador-Geral da República afirma que tem os “poderes da Rainha de Inglaterra”. Assim, o professor Pinto Monteiro torna-se, depois de Catarina de Bragança, a segunda rainha consorte de Inglaterra de naturalidade lusa. Consorte quer-se dizer, neste caso é mais congalo.

Que destino para o casino

por Zé Pedro Silva, em 03.08.10

Continuo a ouvir, com alegre estupefacção, histórias de sucesso empresarial que consistem em eliminar postos de trabalho por "dá cá aqueles euros".

 

Não, não me estou a preparar para a festa do Avante, mas a continuar assim vamos dar cabo dessa autêntica "conquista de Abril" universal que é a sociedade, para nos transformarmos em meros turistas excêntricos num mundo pejado de máquinas e desempregados.

 

O mundo feito de máquinas é um horror que podemos experimentar, por exemplo, imaginando o que seria pernoitar num casino vazio, sem ninguém, nomeadamente sem pernocas ao léu trazendo e levando tostas, apenas com slots a reluzir e jackpots a ribombar.

 

Agora imagine que não está sozinho nesse casino, mas rodeado de indigentes a saquear as máquinas e tudo o que encontram. Esse é o mundo feito de desempregados.

 

Terríficas estas imagens que, porém, não assombram quem tem por mais nobre missão aumentar a competitividade, nem que para isso tenha de desgraçar trinta famílias.

 

E assim, este processo demoníaco de eliminar pessoas - que nas administrações das empresas responde pelo nome de "desenvolvimento tecnológico" ou "redução de custos" - não pára. Como se vê, está tudo a ir para o olho da rua para dar lugar a essa maravilha do homem moderno e suicida que é a boa e lucrativa máquina.

 

Nós, os ocidentais, criticamos os malucos dos árabes que põem bombas à cintura por causa da religião. Nós, por dinheiro, fazemos o mesmo. Com uma pequena diferença: ao contrário deles, não acreditamos no futuro. É mesmo só por dinheiro.

Isso e desligar a bateria para não desgastar

por Zé Pedro Silva, em 02.08.10

Parece que já cá canta o primeiro submarino. Espero que os alemães tenham enviado, com a palamenta, uma capa de lona. Sim, porque este brinquedo tão cedo não se faz ao mar.

 

Se querem patrulhar a costa, alugam gaivotas, que os tempos não estão para loucuras.

Lisbon expertise

por Zé Pedro Silva, em 01.08.10

 

Anda o mundo, só agora, frenético atrás do “eléctrico”. Em Lisboa, estamos nessa onda há mais de um século.

[Imagem: JCS, com Nokia E71]

Ao cuidado da Direita

por Zé Pedro Silva, em 01.08.10

Nem socialista, nem necessariamente liberal, José Ribeiro e Castro aponta uma terceira via muito interessante em matéria de revisão constitucional. A ideia acaba por ser o fim da Constituição. Pelo menos o fim da Constituição em alguns pontos críticos das grandes opções políticas.

 

Um discurso assim é de fazer trepar pelas paredes qualquer português maduro, mas Ribeiro e Castro usa um argumento de peso: «Uma Constituição liberal é a mais aberta e inclusiva que existe. Aquela que reserva o essencial das decisões políticas programáticas para o povo - em vez de para os juízes.»

 

Ribeiro e Castro em grande forma. Recomendo o artigo A Constituição e a liberdade do presente e do futuro, publicado no Diário Económico. Em oito parágrafos, o antigo líder do CDS conseguiu ser francamente mais inteligente que os estados gerais do PSD reunidos em comissões e conselhos.

Um negócio que deve passar os 280€/ano

por Zé Pedro Silva, em 01.08.10

 

O Diário Económico trazia ontem – sábado - este incrível edital do município de Aguiar da Beira. A câmara deliberou que se procederá à arrematação da concessão de espaços públicos para colocação de máquinas alimentares nos Paços do Concelho e no Complexo Desportivo.

 

Uma reunião de câmara, papéis para aqui e para ali, leis, editais, deliberações, leilões, arrematações, prazos, calendários, anexos, lanços e publicações… Tudo isto para instalar vending machines – perdão, para a «concessão de espaços públicos para colocação de máquinas alimentares»?

 

Mas como é que se gasta tanto tempo, tantos recursos e tanto dinheiro num processo tão irrelevante?

 

Bom, bem vistas as coisas, as nossas contas públicas nem estão assim tão mal. Em bom rigor, com estas práticas, já devíamos estar todos em fila, à espera de passar a fronteira.

Não se importa de ir andar por aí?

por Zé Pedro Silva, em 01.08.10

O empenho de Santana Lopes em acabar com a carreira do actual presidente da República já está a surtir efeito: a última sondagem diz que Cavaco é reeleito à primeira volta.

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