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Lóbi do Chá

Lóbi do Chá

Artistas que não pintam

por Zé Pedro Silva, em 26.10.10

Cada vez menos riscos nas ruas de Lisboa, e não, não me refiro ao combate à droga, mas ao desleixo camarário. Pergunto-me se o presidente de Câmara, os vereadores e os directores municipais não circulam pela cidade. Pergunto-me se não reparam que falta tinta.

Resolver este problema, para eles, está à distância de um telefonema. Um simples telefonema: “Pintem-me aqui a Miguel Bombarda, a Conde Valbom, a 5 de Outubro e a Marquês de Fronteira", por exemplo.

Assurer un traitement ordonné des crises dans le futur

por Zé Pedro Silva, em 25.10.10

 

Na semana passada, a França e a Alemanha estabeleceram as bases da próxima revisão do tratado europeu: «L'établissement d'un mécanisme permanent et robuste pour assurer un traitement ordonné des crises dans le futur, comprenant les arrangements nécessaires pour une participation adéquate du secteur privé et permettant aux Etats membres de prendre les mesures coordonnées appropriées pour préserver la stabilité financière dans la zone euro.»

Isto, traduzido, significa: Esta crise já nos apanhou de surpresa, mas a próxima prometemos resolvê-la.

 

Com o devido respeito, não sei como tencionam resolver as crises futuras quando só sabem falar em sanções. A estabilidade financeira da zona Euro, mencionada no acordo franco-alemão, é uma miragem. Haverá sempre desequilíbrios, nesta união monetária como em qualquer outra. No entanto, qual é a solução que desenham para atacar estes desequilíbrios? Sanções! Assim, não é difícil prever o futuro desta união.

Mas vamos imaginar que a “austeridade comunitária” já estava em vigor. Portugal, que é um Estado-membro com problemas de crescimento e deficit orçamental, levava logo com todas as sanções. Chegavam depois as agências de rating e alertavam: “cuidado, dificilmente alguém algum dia pagará a dívida soberana portuguesa”.

 

Em seguida, e num movimento estranho pois as agências tinham alertado para o “risco”, lá caíamos na velha especulação, com investidores de todo o mundo a comprar a nossa dívida, para uns muito incobrável, mas para outros muito rentável e bastante segura.

Perante isto, o Governo era obrigado - em rigor, até acho que "obrigado" não era, mas isso é outra conversa - a financiar-se junto dos contribuintes - muito para além daquilo que, em rigor, eu acho que os contribuintes podem financiar, mas isso é outra conversa. E a Europa, lá em cima, muito séria e rigorosa, aplica ainda mais sanções.

A pergunta para catorze mil milhões de euros é: O que será desta união económica e monetária que sanciona os seus desequilíbrios sem os corrigir e que se revelou incapaz de enfrentar a sua primeira grande crise, quando este tempo de profundas alterações geoeconómicas lhe prepara tantas!?

 

[Imagem via Élysée.fr]

Manuel Demasiado Alegre

por Zé Pedro Silva, em 24.10.10

 

Aqui está uma entrevista muito fraca, mesmo muito fraca, de Manuel Alegre ao Diário de Notícias.

«O País precisava de um outro tipo de Orçamento! O País precisava de crescimento económico.»? «Eu, como português, penso que porventura o menor dos males será a votação do Orçamento. É o menor dos males.»? «Teria convocado os partidos políticos antes de eles se desentenderem.»? «O Estado social é a nossa garantia. Ponho-lhe esta questão: imagine que estávamos numa situação destas, com um Orçamento destes ou com um chumbo de um Orçamento destes, em que as pessoas teriam de pagar a escola, ao médico só poderiam ir se tivessem seguro...»? Sobre as propostas do PSD: «Sobretudo os 2% do IVA implicam mil milhões de receita, ficava a receita reduzida a metade, e isso ia estragar as contas todas.»?

Estamos a brincar, Manuel Alegre? É que se estamos a brincar, metemos todos um chapelinho e vamos para a rua tocar cornetas...

Leão sindicalista

por Zé Pedro Silva, em 24.10.10

Paulo Sérgio considera que os “interesses televisivos” estão a prejudicar o Sporting. O problema do treinador é ter menos de 24 horas para recuperar a equipa.

Há poucas semanas o problema passava pelo relvado. Agora parece que passa pelos “interesses televisivos”. Bem sei que a estratégia de vitimização tem dado frutos no Benfica, mas não fica nada bem ao Sporting.

E de resto, ninguém se chateia se Paulo Sérgio não recuperar a equipa do jogo com aquela Gent. Podem ficar como estão.

Depois da praia, a serra

por Zé Pedro Silva, em 23.10.10

 

"Loriga em Julho" é a contribuição do Luís Máximo para as imagens do nosso Portugal enviadas pelos leitores do Lóbi do Chá. Já estivemos em Bragança, Lisboa, vimos um Sapo em Sintra, passámos pelo Funchal, Vale do Lobo e agora Loriga. Queremos mais imagens do nosso Portugal.

 


E quem defende a polícia?

por Zé Pedro Silva, em 23.10.10

 

Os polícias têm toda a razão. Já foram enganados por quase todos os políticos. As condições de trabalho são péssimas. Recebem mal. Do ponto de vista psicológico, eu nem quero pensar no drama que é ter aquelas funções atribuídas e não ter meios nem apoio nem motivação para as desempenhar.


É por isso urgente reestruturar a polícia de segurança pública. Pagar salários mais justos. Melhorar as condições de trabalho. Melhorar a imagem. Isto era urgente ontem, hoje começa a ser tarde, e amanhã, quando previsivelmente a criminalidade aumentar, não sei o que será das nossas ruas.

Porém, já não sei se concordo com o pré-aviso de greve para os dias em que, em Lisboa, se realiza a Cimeira da Nato. Não sei se concordo porque não sei se a segurança não vai estar, de uma maneira ou de outra, na sua máxima força por esses dias. No limite, ou não fazem greve ou fazem mas sem comprometer a segurança.

Claro que esta ideia de inviolabilidade da missão é o que dá azo aos políticos para fazerem da polícia o que querem. Com efeito, o poder político só respeitará as forças de segurança no dia em que nenhum polícia se apresentar ao serviço, com ou sem Cimeira da Nato. É lamentável, mas a fraqueza dos políticos revela-se quando só obedecem ao poder e às influências.

E a verdade é que até aparecer um projecto político com uma aposta forte na segurança interna - imagem de marca de Portugal - a polícia andará assim, de braço-de-ferro em braço-de-ferro, sempre condicionada pelo seu dever.

Os gabinetes poupam sim

por Zé Pedro Silva, em 21.10.10

 

Não se pode dizer que não há um esforço sério em matéria de redução da despesa dentro do próprio Governo, quando se vê que nem o primeiro-ministro nem o ministro da Presidência estão autorizados a beber água durante as conferências. E o ministro das Finanças está autorizado a mexer na água, mas não é para beber, é para atirar à cara, pois parece que não tem conseguido dormir.

 

[Imagem via DN.pt]

Inspira

por Zé Pedro Silva, em 21.10.10

 

Como quem inspira fundo para a apneia invernosa que assoma, contemplem este pôr-do-sol na praia de Vale do Lobo, Algarve. Imagem enviada pela Madalena Costa e Silva.

O preço da vaidade

por Zé Pedro Silva, em 20.10.10

 

Se os políticos não estivessem permanentemente à procura de microfones, talvez a política em Portugal fizesse mais sentido, pois em grande parte, as nossas crises políticas resultam deste perfeito circo.

A mais recente crise orçamental, não obstante a sua gravidade, tem sido um bom exemplo disto. Os jornalistas apertam os “responsáveis” até onde podem. Os “responsáveis” lá dizem qualquer coisa que, enfim, pode ser interpretada como indiciadora disto ou daquilo. Sai então uma notícia, depois a resposta e depois a resposta e depois a resposta e depois a resposta.

Em Portugal, o caso é particularmente grave. A vaidade dos políticos e a ânsia por aparecerem em todos os apontamentos noticiários são de tal forma pronunciadas que inviabilizam qualquer debate político sério e minimamente profícuo.

 

A verdade é que não se pode governar um país em plena rodagem de uma película tragicómica de terceira categoria. Ou se governa ou se filma. Os nossos políticos, creio, têm privilegiado a sétima arte. E nós assistimos, já aparentemente saturados, mas também resignados, pois pagámos e continuamos a pagar, cada vez mais caro, o bilhete.

(Regressaremos a este tema e a outro: O excesso de informação, mais concretamente a quantidade de lixo informativo que se produz, minuto a minuto, sem substância, sem rigor, naquela que é uma incrível máquina geradora de caos.)

 

[Imagem via Google Images.]

Da arte de vestir pneus

por Zé Pedro Silva, em 20.10.10

 

Podia ter sido no Salão de Genebra, mas foi na Madeira, mais concretamente na Rua das Pretas, Funchal, que o Gonçalo Monsanto encontrou este maravilhoso veículo de quatro rodas.

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