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Lóbi do Chá

Lóbi do Chá

Quem não te avisa...

por Zé Pedro Silva, em 31.01.11

Aumento generalizado de impostos, cortes ou reduções nas prestações sociais, redução dos salários, inflação, desemprego... Na política de austeridade e respectivas consequências, o mais grave acabou por ser a falta de aviso por parte do Governo. A realidade desaba agora sobre os portugueses.


O primeiro-ministro confrontou o país com a necessidade de medidas draconianas de redução da despesa pública e aumento da receita do Estado nos últimas dias de Setembro de 2010. Até então a mensagem era de conforto e segurança face à situação económica do país.

De um dia para o outro, tudo mudou. De um dia para o outro, a situação era desesperante. De um dia para o outro, os portugueses foram chamados a salvar o país de uma bancarrota que era peremptoriamente negada e cuja responsabilidade não se pode atribuir, na totalidade, à especulação dos mercados de dívida pública, que por mais diabólica que seja, só existe porque o país está altamente endividado.

Neste cenário, dar três meses às famílias portuguesas para se protegerem de uma crise destas é ditar-lhes a insolvência. O sinal devia ter sido dado antes, muito antes. Percebe-se a estratégia de Sócrates de puxar pelas energias do país, mas se sabíamos que o discurso da tanga era perigoso, o do “calma, que isto passa se ficarmos quietos” não trazia menos riscos.

Contra-política

por Zé Pedro Silva, em 31.01.11

Ninguém no seu perfeito juízo pode deixar de concordar com Passos Coelho quando diz que o Governo tem de nomear as empresas públicas com prejuízos crónicos e alternativas no sector privado, tendo em vista o seu encerramento.

Mas... por que não nomeia ele, Passos Coelho, as empresas que devem fechar? As contas são públicas. O país conhece as empresas com prejuízos crónicos. O PSD está muito bem apetrechado de economistas e financeiros.

Passos Coelho podia, se quisesse, apresentar um plano de reestruturação do sector público. Invocá-lo  assim, como intenção, apenas no plano teórico, é conversa de café ou a velha estratégia de fingir que se desconhece o país, para não se comprometer.

Durão Barroso, por exemplo, fez uma campanha a prometer um choque fiscal e, assim que ganhou as eleições, descobriu que o país estava de tanga e aumentou, em vez de baixar como prometera, os impostos. Em que país vivia Durão Barroso?

Em que país vive Passos Coelho?

De revolta em revolta?

por Zé Pedro Silva, em 30.01.11

Eu compreendo o desespero dos portugueses que querem sair do Egipto, mas já não consigo explicar por que querem eles vir até Portugal.

Lá, a revolta está nas ruas. Cá, está fechada em casa. Ora, venha o Diabo e escolha.

O caco-bombardeiro

por Zé Pedro Silva, em 30.01.11

Há os caça-bombardeiros e depois há o caco-bombardeiro. Almeida Santos, também conhecido por Senhor Suponha que Dinamitavam as Pontes, é um caco-bombardeiro. Aparece de repente e PUM!, elimina um alvo.


Desta vez, a vítima foi Maria Carrilho, que ouviu do caco-bombardeiro aquilo que nem de Bárbara admite. Disse o jovem Santos que ele, Maria Carrilho, só está zangado com o PS porque foi apeado do lugar que tinha na Unesco.

Ora bem, a expressão “apeado do lugar que tinha”, vinda de um político, mesmo que há largos anos no passivo, é um bocado obscena. Lá que falem assim, dos tachos, à mesa, entre eles, ainda vá que não vá, mas dizê-lo desta forma na televisão... eu, se fosse director de programas, mandava pôr um piii.

Bom, mas é justo defender Carrilho, algo que nunca pensei fazer, por ir tanto à bola com ele quanto com o Mubarak. A verdade, porém, é que Carrilho foi “apeado do lugar que tinha” justamente por dizer mal do PS. Pelo menos é o que ele pensa, porque o Governo jura que foi  por causa da rotação dos diplomatas e da terra e tal.

Seja como for, é historicamente comprovável que Carrilho já chateava o Governo quando ainda estava apeado na Unesco, ou seja, a bomba do caco-bombardeiro é suja. E agora que defendi Manuel Maria Carrilho, vou ali deixar cair um cinzeiro de mármore no pé, que é para aprender.

ElBaradei apresenta...

por Zé Pedro Silva, em 30.01.11

Mubarak vai ter uma surpresa.

Aleluia

por Zé Pedro Silva, em 30.01.11

Escândalos efémeros

por Zé Pedro Silva, em 29.01.11

O que é feito da herança do senhor Tomé Feteira? Cadê a Olímpia? E o Duarte Lima? Não se admite que ponham uma novela no ar e mudem a meio.

Agora só têm olhinhos para o Renato Seabra, é!? Aquele rapaz amigo dos seus pais e dos seus amigos que, porém, no primeiro ataque de fúria só capou um indivíduo a sangue frio, algo que faria Freddy Krueger chamar pela mamã a noite toda!?

E a sôdona Rosalina Ribeiro? Ninguém liga, não é? Como não foi assassinada num hotel em Nova Iorque, mas numa estrada em Maricá, ninguém mais quer saber dela.

Durma

por Zé Pedro Silva, em 27.01.11

O ministro Rui Pereira fez trinta por uma linha desde o dia em que entrou no Ministério. Os polícias nem o podem ver. A criminalidade aumenta todos os dias e está cada vez mais forte. Compraram-se viaturas e armas para o carjacking quando o carjacking já tinha passado de moda. Compraram-se blindados para a Cimeira da Nato quando a Cimeira da Nato já tinha partido. Entretanto os blindados também serviam para entrar nos bairros, depois afinal já não eram precisos.

O ministro Rui Pereira podia ter sido demitido por qualquer coisa, mas Passos Coelho, que aguarda pelo poder de mão beijada, pede agora a sua demissão só porque o portal do eleitor ficou mais lento num pico de utilização. O mesmo Passos Coelho defendeu hoje que o Estado pode poupar muito dinheiro se recorrer mais frequentemente à videoconferência.

São agora onze e vinte da noite, espero que Passos Coelho já esteja na cama, para seu próprio bem. Eu, se fosse seu conselheiro e se ele me pedisse opinião sobre a melhor estratégia, dir-lhe-ia "durma, que um dia acorda primeiro-ministro... isto se não falar durante a noite".

Cartão do cidadão stressado

por Zé Pedro Silva, em 27.01.11

Há duas coisas que gostava de dizer sobre a bug do cartão do cidadão. A primeira é que eu bem disse para ninguém ir votar. Se ninguém tivesse ido votar, o professor Cavaco não era presidente e não tinha havido problema com os cartões dos cidadãos. Vislumbram cenário mais belo?

A segunda é que ainda está para nascer o nerd que vai inventar o computador com capacidade para aguentar os pedidos dos portugueses, sempre à última e à mesma hora e sem “vagar” para esperar.

Devo recordar que a máquina estourou aos 22 mil pedidos por segundo. É mais de um milhão de pedidos por minuto.

Há algum sistema que não dê o berro? Deve haver e estes abstrusos da oposição vão agarrar-se a ela assim que se virem na posse do livro de cheques do Governo. Deve ser uma coisa para custar este mundo e o outro, mas lá será comprada para poder receber cem mil pedidos por segundo, já no próximo acto eleitoral.

Saía muito mais barato pedir aos senhores das mesas de voto e das freguesias para esbofetearem o cidadão que entra em stress quando não sabe onde votar. Era um par de chapadas, um copo de água, se fosse preciso outro par de chapadas, um chocolate para não desmaiar, mais um copo de água e entretanto a máquina lá debitava o número de eleitor, o local de voto e tudo o que cidadão quiser.

Enlarge the penis of others

por Zé Pedro Silva, em 26.01.11

Em jornalismo, fala-se muitas vezes nas fontes e na revelação ou não da sua identidade. No jornalismo falso e fictício este debate também tem lugar.

Trago este assunto à liça porque o famoso jornal satírico Inimigo Público revelou hoje uma das suas fontes: é o Imprensa Falsa, num caso de plágio tão grave que num país à séria, como aqueles que acabam em “ão”, os plagiadores já tinham dito adeus às suas mãozinhas com os cotos.

Ora, no passado dia 23 de Janeiro de 2011, o Imprensa Falsa publicou o seguinte furo jornalístico: «Vaga de Frio: Há cinquenta anos que os pénis lusos não estavam tão pequenos, primeiro acto do próximo presidente vai ser declarar estado de emergência»


Hoje, dia 26 de Janeiro de 2011, o Inimigo Público publicou o seguinte refuro jornalístico: «Economistas avisam que contracção da economia foi ultrapassada pela contracção dos órgãos sexuais devido ao frio»


Como se vê, não só roubaram a ideia, como furtaram inclusivamente o gorro de pénis que tanto me custou encontrar no mercado dos agasalhos para genitais.

Devo confessar que quando noticiei a mirração súbita dos pénis em resultado da vaga de frio, calculei que a história interessasse a muita gente - com a breca, afinal de contas, é uma grande tragédia - mas não estava a pensar no Inimigo Público. Por que raio havia o Inimigo Público, que brota desse colosso que são as Produções Ilícitas - perdão, Fictícias - plagiar o Imprensa Falsa, naquele que já é conhecido como o “caso dos pénis”?

Talvez não seja um caso de plágio - pensei então. Trata-se de fontes. Parece que o Imprensa Falsa é fonte do Inimigo Público e eles quiseram assumi-lo hoje. Ok... O Bibi também decidiu abrir-se... por isso vamos tentar perceber o que se está a passar.

Pode ser da lua, que está em Quarto Minguante, fase que se diz ser boa para cortar o cabelo. Talvez convide, também, a tirar a máscara.

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