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Lóbi do Chá

Lóbi do Chá

O primo de Gaspar esteve bem

por Zé Pedro Silva, em 30.11.11

O melhor discurso deste debate sobre o Orçamento, tanto na generalidade como na especialidade ou no encerramento, foi de longe, e de perto, o de Francisco Louçã.

 

Muinto muinto boas, são sim senhor

por Zé Pedro Silva, em 30.11.11

Não, por acaso nisso, temos de ser honestos. Temos umas lideranças parlamentares de se lhe tirar os chapéus. É cada uma melhor que a do lado. Estamos a falar do melhor que há. Assim contado, ninguém acredita, por isso é preciso ver. E vem muita gente ver, inclusivamente do estrangeiro. Chegam cá e Ah! Que maravilha. Que sorte que vocês têm. É sim senhor. E não podemos estar sermpre a criticar. O que é bom temos de dizer também. E as lideranças das bancadas parlamentares, em Portugal, são muito boas. São, sim senhor.

Então e o Parlamento, hoje?

por Zé Pedro Silva, em 28.11.11

A bancada do PSD reuniu de emergência para o líder parlamentar explicar aos deputados o que tinha sido negociado sabe Deus com quem. Os deputados ficaram a saber de tudo minutos antes da votação, mas até nem era preciso. Bastava alguém mostrar a placa "levantem-se agora".

 

Enquanto isso, no PS, a coisa foi ainda mais espectacular, com o secretário-geral do partido a anunciar um voto favorável naquela cena em que o partido se absteve.

Audigate

por Zé Pedro Silva, em 28.11.11

É evidente que o ministro da Segurança Social não comprou um carro de 86 mil euros, no sentido em que não foi ao stand, escolheu a cor e passou o cheque. Claro que estão a manipular uma notícia para atacar o ministro e o Governo.

 

No entanto, os políticos têm de perceber a revolta das pessoas. Se o Governo anterior tinha encomendado um carro que custa, preço de venda ao público, 86 mil euros, este Governo tinha naturalmente de o recusar. O Governo tinha de o vender. E se estava feito um contrato de aluguer de longa duração, tinha de ser renegociado o contrato ou então o Estado cedia a posição contratual a uma empresa. Isto era o que o Governo, e em particular o ministro da Segurança Social, deviam ter feito.

 

Com os cortes anunciados, um ministro não pode andar em carros que custam 86 mil euros. As reuniões não podem ser feitas em hotéis de cinco estrelas. Tudo isto para mim é mais do que evidente. Nem que seja por uma questão de respeito.

 

A verdade é que os políticos sempre abusaram um bocado da 'coisa'. Santana Lopes, por exemplo, quando era presidente da Câmara de Lisboa, comprou um carro equivalente ao da chancelar alemã. Isto faz algum sentido? Mesmo saindo de Lisboa, há presidentes de câmara com carros e salários equivalentes aos chefes de Estado e de Governo de muitos estados-membros.

 

Recordo-me de ter visto, certo dia, o presidente da câmara de Paris num Citroen Xantia. Em Portugal, Citroen Xantia tinha o assessor de um vereador. Na altura, o presidente francês andava num Citroen XM (penso que seja isto). Em Portugal, Cavaco e Soares passeavam-se no melhor que havia no mundo.

 

Este problema é antigo, não é de agora. Diz-se muitas vezes que é uma questão menor, porque não é isto que vai resolver o problema da despesa. Naturalmente que não é um Audi que vai equilibrar as contas, mas terá de ser uma nova cultura de serviço público, feita de pessoas que recusam esbanjar o dinheiro que (não) têm à disposição, seja num Audi, seja em 20, seja no que for.

 

Perante a situação em que o país se encontra, é ainda mais urgente esta nova cultura de serviço público. Se não podemos pagar salários e se aumentamos os impostos porque o país não tem dinheiro, então não podemos andar num carro de 86 mil euros. Temos de o vender. Se estava comprado, vende-se. Assim como os tapetes do gabinete, os quadros, etc..

 

E basta da desculpa, para justificar privilégios, que foram os “anteriores” que deixaram. Os outros já saíram e já foram julgados pelos eleitores. É a estes, que lá estão, que cabe governar e legislar. Se Sócrates deixou Audi’s de mais de 80 mil euros para todos, então vendam. Quem diz Audi’s diz tudo o que está a mais e que é demais..

Ca estupidez

por Zé Pedro Silva, em 28.11.11

Mas 'ca' estupidez este fim do Euro. Se os europeus puserem o planeta em perspectiva, constatarão que os seus líderes políticos são os mais tónis do Mundo. E são todos. Naturalmente que a Merkel é uma tóni muito especial, mas os outros também são. A Europa está a ser atacada. Isto é evidente. E está a deixar atacar-se porque a Europa é muito boazinha. É assim o continente tontinho.

Vemos um prémio, ficamos logo diferentes

por Zé Pedro Silva, em 26.11.11

O optimismo dos amantes do Fado relativamente à candidatura a património da humanidade é absolutamente antagónico e só demonstra que o Fado está a atravessar uma crise de personalidade. Claro que era de não se acreditar na vitória e estar já a chorar a derrota.

Aí está a estrela

por Zé Pedro Silva, em 24.11.11

O nosso chefe João Rodrigues, que colaborou e continuará a colaborar com o Lóbi do Chá, está de parabéns pela estrela Michelin que o restaurante Feitoria acaba de conquistar.

 

Depois digam que eu não trato bem os meus Leitores. Passam horas a ler outros blogues e nem aprendem a fazer uma massa com tomate. Chegam aqui e... tomem lá só um bocadinho do melhor do mundo.

Mexam-se, pá

por Zé Pedro Silva, em 24.11.11

Será que as autoridades portuguesas podem fazer o favor de combater os efeitos das descidas de rating com argumentos de peso e não com argumentos de merda? Esta história de que a comunidade internacional "já não liga" às descidas de rating é uma palhaçada. Os mercados olham, claro que olham, para as descidas de rating. Por isso, é preciso contrariar essas análises.

 

Como? Portugal não tem uma bela reserva de ouro? Então vamos... Digam que temos uma reserva de ouro de se lhe tirar o chapéu. Demonstrem que Portugal está muito mais confortável nesta crise do que a maioria dos países. Contrariem o rating, não com a austeridade e com a ideia de que ainda vamos bater mais na economia, mas com o ouro que temos. Isso é que os mercados gostam de ouvir.

 

Não nos esqueçamos de que as reservas de ouro não são contabilizadas nas análises de rating, mas têm muito valor. E cada vez mais. Sobretudo num cenário de crise do Euro.

 

Ainda temos ouro, não temos? E ainda é a maior reserva da Europa em termos de percentagem do PIB, não é? Então... vamos lá defender a riqueza de Portugal e não aceitar a pobreza.

Esta poupa 15€ em café

por Zé Pedro Silva, em 24.11.11

Vou apresentar mais uma razão para sustentar aquilo que defendo há muito tempo: os portugueses deviam ter uma cadeira de Economia e Gestão logo no secundário, porque são uma nódoa a gerir aquilo que têm e sobretudo aquilo que não têm.

 

Esta manhã, na TSF, numa reportagem sobre um café low cost, dizia uma senhora que paga 0,40€ pelo café, quando nos outros sítios paga 0,60€. Por isso, concluiu a senhora, «poupo... [pensa um bocado] uns 15€ por mês».

 

Pessoalmente, duvido que a senhora beba 3 cafés por dia no mesmo estabelecimento. E mesmo assim não chegava à poupança de 15€. O que a senhora não sabe é fazer contas, nem gerir o seu dinheiro.

 

Outros exemplos são aquelas pessoas que ganham 3 mil euros num concurso de televisão e dizem, muito contentes, que vão fazer obras em casa, comprar um carro, um computador e viajar. Ou ainda outro exemplo, cada vez mais actual, são aquelas pessoas que percorrem 20 quilómetros para atestar o automóvel numa bomba cujo desconto permite poupar um ou dois litros.

 

É urgente ensinar as pessoas a contabilizar e a usar o dinheiro. Falo também por mim - não me coloco fora deste baralho - quem me dera ter aprendido a gerir o meu dinheiro, em vez de ter aprendido, por exemplo, a formulação dos cúmulos-nimbos ou tantas outras coisas que fiquei a saber e que serviram basicamente para um único teste. A verdade é que eu não faço a mais pequena ideia de que como se forma uma cúmulo-nimbo. Nem sei se é assim que se escreve.

 

Atenção: Acho muito importante a Humanidade perceber de nuvens, a questão é que a maioria das pessoas precisa muito mais de saber como se forma e de onde vem o dinheiro.

 

O que é que os portugueses decidiram?

por Zé Pedro Silva, em 23.11.11

O ministro da Defesa afirmou hoje a propósito da greve geral que não se pode «mudar na rua» o que os portugueses decidiram «livremente» nas urnas, considerando que o «país precisa que os sindicatos se tornem parte da solução». - jornal Sol.

 

Pois é, José Pedro Aguiar Branco, isso é tudo muito lindo, mas aquilo que os portugueses votaram não foi bem o que lhes calhou em sorte. É bom não esquecer a determinação do Pedro Passos Coelho em não aumentar um único imposto e em fazer a consolidação do lado da despesa. Foi ou não foi, José Pedro? Vamos lá ser honestos...

 

Pois bem, embora eu compreenda essa tirada democrática, a verdade é que o PSD e o CDS também "mudaram no Governo" aquilo que tinham "livremente" proposto na campanha. Logo, se os portugueses se sentirem enganados e se quiserem mudar na rua quem os enganou nas urnas, estão no seu direito. E não será, seguramente, um clichê do ministro da Defesa a conter a revolta. 

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