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Lóbi do Chá

Lóbi do Chá

Ah, se o chefe da Casa Civil diz...

por Zé Pedro Silva, em 30.01.12

O chefe da Casa Civil da Presidência da República rejeitou hoje o envolvimento de Cavaco Silva em "interpretações especulativas" sobre o relacionamento entre órgãos de soberania, esclarecendo que não têm fundamento notícias de desentendimentos com o Governo.

 

E há alguém neste país que não confie plenamente nesta Casa Civil da Presidência da República? Há alguém? De norte a sul de Portugal? Do litoral ao interior? Nos arquipélagos dos Açores e da Madeira? Ninguém! Toda a gente confia nesta gente. Mas completamente. Porque às vezes podia ficar assim uma pontinha de dúvida - "Será que... ?" - Mas não. Neste caso não. Neste caso nós até emprestamos, na boa, as nossas carteiras, automóveis e namoradas. E adoraríamos jantar com eles.

Cuidadinho com a Europa, está!?

por Zé Pedro Silva, em 29.01.12

Mais uma prova de que não se brinca com a Europa. Nós não somos nenhuns tontinhos. Anunciámos um embargo ao petróleo do Irão. Tomem. Julgavam que eram mais espertos que nós?

 

Entretanto, o Irão já disse que está muito bem, não há problema, provavelmente eles até cortam o fornecimento antes. Entretanto, estimam o barril a 120 e 150 dólares.

A força de Merkel

por Zé Pedro Silva, em 29.01.12

Leio que a senhora Merkel apoia a campanha de Sarkozy. Com um apoio destes, o senhor Hollande nem precisa de fazer campanha.

Acho que não tem estrela Michelin

por Zé Pedro Silva, em 28.01.12

 

Lisboa do Costa

por Zé Pedro Silva, em 27.01.12

António Costa, que nem comemora o Natal em Lisboa, garante que vai comemorar o 5 de Outubro. Este cavalheiro só trabalha para a fotografia. Como estamos em crise, ficava-lhe bem não gastar dinheiro em iluminações de Natal e isso agradaria à classe média que está sem dinheiro para pagar o cartão, logo também não compreende a bela da iluminação. Agora o 5 de Outubro... ele com este discurso tenta dar ares de grande republicano que mesmo sem um tostão recusa-se a não celebrar a ocasião. Isso e faz-se a Belém como ninguém.

Efeito Gaspar

por Zé Pedro Silva, em 26.01.12

Parece que Alberto João Jardim lá assinou o inevitável castigo para a Madeira. Mas não podemos esquecer que Jardim esteve reunido com Vítor Gaspar, o ministro pausado. A determinada altura, qualquer pessoa assina qualquer coisa.

O que é que ela toma?

por Zé Pedro Silva, em 25.01.12
A Merkel só acordou agora.

As respostas tortas de Cavaco

por Zé Pedro Silva, em 24.01.12

Soube-se que Cavaco tinha "negócios" com a maior burla financeira do país. O que fez ele? Fez um comunicado a dizer que não tinha dívidas ao BPN, que nem ele nem a sua mulher deviam um cêntimo aos bancos. Não respondeu, não explicou. Nem devolveu o lucro que terá realizado com a burla, que era o mínimo que o Chefe do Estado que pagou o buraco devia fazer. Cavaco não era obrigado a saber o que se passava no BPN, mas quando soube devia ter tido outra atitude.

 

Também se soube que a Presidência da República combinou com um jornal uma notícia mentirosa que tinha o objectivo mais do que evidente de atacar o Governo e influenciar uma campanha eleitoral próxima. O que fez ele? Fez um comunicado a dizer que lhe tinham dito que havia vulnerabilidades nos computadores. Não respondeu, não explicou. Limitou-se a transferir o assessor de imprensa para outro cargo.

 

E agora, isto. Queixou-se da reforma. Depois, o que fez ele? Um comunicado a dizer que não se explicou bem, queria só ilustrar que acompanha os portugueses. Não soube pedir desculpa nem assumir o erro, porque Cavaco nunca se engana e raramente tem dúvidas.

 

Está obviamente na hora de Cavaco se demitir, porque os portugueses não podem confiar num Presidente da República que não sabe fazer contas à reforma, embora não se engane quando compra acções do banco dos amigos, e que tenta manipular campanhas eleitorais através de notícias plantadas.

 

Cavaco já não tem condições para exercer o cargo de Presidente da República. Sucedem-se os escândalos. Permanecem as dúvidas. Agravam-se os silêncios.

A inversão do ónus da austeridade

por Zé Pedro Silva, em 24.01.12

Num relatório agora publicado, o Fundo Monetário Internacional defende que os países devem começar a pensar no crescimento e a estabilizar a austeridade - the most immediate policy challenge is to restore confidence and put an end to the crisis in the euro area by supporting growth, while sustaining fiscal adjustment.


Começa por ser muito irónico ver o Fundo Monetário Internacional a defender esta estratégia. Em teoria, o FMI é a organização que pede austeridade quando os países querem ajuda. Aqui está a dar-se um caso muito interessante, que é o FMI a pedir ajuda quando alguns países querem austeridade.


No documento, o FMI não se refere directamente a Portugal. Não se refere directamente a nenhum país. Mas nós sabemos qual tem sido a estratégia do Governo português: Quanto mais austeridade melhor, porque isso é que nos devolve a credibilidade, isso é que salva o país da bancarrota. Não temos, porém, um único sinal de nos estarmos a desviar desse caminho da bancarrota. Aliás, a credibilidade do país voltou a cair numa altura em que a austeridade já segue em velocidade de cruzeiro e mesmo depois de o Governo admitir ainda mais austeridade, caso fosse necessário.


Por que não temos, então, um único sinal de inversão da rota? Um único, por mais pequeno que seja.


Talvez porque o FMI tem razão e antes dele todos os políticos e economistas que se bateram contra o excesso de austeridade no combate à crise das dívidas soberanas. O imprescindível saneamento das contas públicas não pode ser feito à custa economia, porque um país sem uma economia activa ainda é mais assustador que um país com uma grande dívida ou mesmo com as contas públicas descontroladas.


Em Portugal, houve também quem contrariasse a ideia de que se salvava a Europa por via da austeridade. No plano político, o Partido Socialista combateu esta política, numa estratégia que foi entendida como expediente para safar o Governo das eventuais responsabilidades pela crise, mesmo numa altura em que já era clara a dimensão europeia da mesma.


A verdade é que a austeridade sem reservas e a ausência de políticas de crescimento económico não são solução. Já não é o Partido Socialista, dois ou três políticos e quatro ou cinco economistas que o dizem, é o próprio FMI, a autoridade máxima em matéria de austeridade.


Mesmo com as certezas que temos nesta crise que já nos ensinou algumas coisas, o Governo português pode - é legítimo - continuar a sua política de mais e mais austeridade, de número um da austeridade no mundo, sempre à espera de alguém que reconheça – de fora do Governo e dos partidos que o apoiam – o mérito deste incrível esforço. Se deixarmos que isso aconteça, então talvez seja mesmo melhor assistirmos a tudo de fora. De Angola ou do Brasil, como já foi sugerido. Ou da Holanda... 


Termino com duas perguntas: Quantas empresas fecharam hoje? Quantas pessoas foram hoje para o desemprego?

Até onde vamos recuar? (II)

por Zé Pedro Silva, em 24.01.12

Até onde vamos recuar se se confirmar que um jornalista é despedido com a "justa causa" de ter emitido uma opinião que não vai ao encontro da estratégia de um Governo?

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