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Lóbi do Chá

Lóbi do Chá

Os políticos e os números

por Zé Pedro Silva, em 30.03.12

Alguém me pode fazer o favor de dizer quanto custou o BPN ao Estado português? No comunicado do Ministério das Finanças sobre a escolha do BIC para comprar o brinquedo do Oliveira e Costa, Vítor Gaspar termina dizendo que «o custo do Estado com o BPN, descontado do preço de venda, ascende nesta data a cerca de 2,4 mil milhões de Euros».

 

No entanto, ainda há pouco ouvi a deputada verde Heloísa Apolónia dizer que o BPN tinha custado 7 mil milhões de Euros aos portugueses. E já se ouviu de tudo. Uns dizem 5 mil milhões, outros 3 mil milhões, outros 6 mil milhões.

 

A questão é simples: Quanto custou o BPN? Eu sei que no debate político já se aldrabam os números todos. Uma coisa que tenha custado 370 milhões, a oposição diz que custou 400 e o governo fala em cerca de 350, porque mais 20, menos 30 milhões é igual. Mas não devia ser. Em subsídios de desemprego, como diz o outro, são imensos subsídios.

Inside Information sem querer

por Zé Pedro Silva, em 29.03.12

Há coisas incríveis. O post anterior ocorreu-me depois de ter ouvido as declarações do primeiro-ministro e enquanto estava a ver a bolsa de Lisboa, que nessa altura estava a perder bastante. Só uma acção estava a ganhar: a Brisa. Ia então escrever isso mesmo, que a bolsa estava a perder, menos a Brisa, mas isso devia ser porque os Mello estavam a comprar aquilo. Era uma brincadeira, que me arrependo de não ter feito, porque leio agora que o grupo José de Mello lançou uma OPA sobre a totalidade da Brisa. Já lá vai o tempo em que não me cortava a nenhuma brincadeira. 

 

Mas melhor que ter escrito isto no post, era ter comprado acções da Brisa. Tinha ganho 13%.

Da mentira

por Zé Pedro Silva, em 29.03.12

O preço da mentira em política é perder a palavra. Por exemplo, ouve-se agora Passos Coelho dizer que acredita que não será preciso mais austeridade e ficamos com a sensação de que pode ser anunciada, já amanhã, mais austeridade.

 

Mas o problema não é, diga-se, de Passos Coelho. É dele e dos anteriores. É do conjunto dos políticos. Por alguma razão, o político em Portugal que oferece mais segurança é o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, que antes de chegar a ministro nunca tinha dito nada e agora, quando diz, fá-lo a 2 à hora, o que reduz muito o risco de acidente.

 

Numa situação normal, a palavra de um Governo sobre as boas perspectivas económicas e sobre o fim da austeridade deveria fazer as empresas investirem, os investidores arriscarem dinheiro; deveria fazer, pelo menos, com que nós fôssemos hoje beber um copo à tasca, depois de jantar.

 

Mas não. O Governo fala e ninguém, rigorosamente ninguém acredita. Em nada.

Tem horas?

por Zé Pedro Silva, em 29.03.12

Emigratrip Advisors

por Zé Pedro Silva, em 28.03.12

Trinta e cinco euros de água, oitenta e um de gás, trezentos de electricidade... Ora, então muito bem. Angola ou Brasil, não é? Quem já foi, o que é que recomenda?

Uma boa campanha

por Zé Pedro Silva, em 28.03.12

Não sei se pode haver melhor publicidade para um supermercado que a notícia da presença da Autoridade da Concorrência nas instalações para investigar 70 artigos por suspeita de venda com prejuízo.

Uma ponta (não solta)

por Zé Pedro Silva, em 28.03.12

O mundo de pernas para o ar

por Zé Pedro Silva, em 27.03.12

Com a concretização da venda do BPN institui-se um novo tipo de negócio: Um banco comprou outro banco com dinheiro dos contribuintes. Foram os contribuintes que emprestaram 2,4 mil milhões de euros ao BIC, com boas taxas e bom prazo.

É mais caro parar o TGV do que fazê-lo

por Zé Pedro Silva, em 27.03.12

Miguel Sousa Tavares também não quer o TGV e diz que era uma obra que ia endividar muitas gerações. Pessoalmente, acho que o que endivida muitas gerações são opiniões como as de Miguel Sousa Tavares sobre o TGV.

 

Em primeiro lugar, Portugal não podia ficar de fora da rede de alta velocidade europeia porque isso coloca mais uma vez o país para trás. Em segundo lugar, este projecto era maioritariamente pago com fundos comunitários que servem única e exclusivamente este propósito. Em terceiro lugar, o sector da construção é um dos que está a ser mais afectado pela crise, gerando muito desemprego, pelo que a construção do TGV ia atenuar os efeitos desta crise nesta área específica. Em quarto lugar, o TGV não é uma obra de novos-ricos, como diz MST. O TGV é um meio de transporte mais rápido, mais seguro e mais económico. O custo por passageiro no TGV é inferior ao custo num comboio convencional. Em quinto lugar, os números que apontavam para uma linha deficitária obrigavam-nos a repensá-la e a torná-la rentável, porque é esse o desafio dos gestores. Uma linha de alta velocidade que ligue Lisboa à Europa não pode ser deficitária. Como já aqui uma vez disse, se os portugueses acreditam que jamais uma linha entre Lisboa e a Europa pode vir a ser rentável, então é melhor entregarem o país a alguém que possa fazer alguma coisa dele. É que eu até posso perceber que a linha entre Sevilha e Madrid(*) tenha sido um fracasso, mas não quero acreditar que isso aconteceria com Lisboa, porque isso coloca-nos numa posição muito complicada.

 

Resumindo, Portugal pode não precisar urgentemente de um TGV, mas precisará seguramente um dia, e o que estava em causa neste momento era avançar com a obra ou suspendê-la, deitando ao rio centenas de milhões de euros entretanto investidos. Recorde-se que a linha iria custar pouco mais de cem milhões de euros. Se retirarmos deste valor os fundos do QREN que estavam previstos pelo Governo anterior, então poderia custar quatrocentos ou quinhentos milhões de euros. Não era um bom investimento? Será melhor investimento parar agora a obra e distribuir indemnizações às empresas no valor de metade do custo total da obra para o Estado português?

 

(*) O Lóbi errou: Eu sabia que havia uma linha em Espanha que tinha sido um fracasso e julgava que tinha sido Madrid - Sevilha. Mas não é. A linha que encerrou por falta de passageiros foi entre Toledo e Albacete. É caso para dizer, mesmo tendo errado, que isto "mais me ajuda".

Encoberto

por Zé Pedro Silva, em 27.03.12

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