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Lóbi do Chá

Lóbi do Chá

Agora levas com a austeridade e dizes que gostas

por Zé Pedro Silva, em 31.08.12

Será que o Governo vai admitir que a política de austeridade, criticada por tanta gente, fracassou? Não sei se vai, mas diz-me a experiência que os políticos não reconhecem erros. Há sempre uma razão longínqua, uma causa distante, uma desculpa airosa que justifica o falhanço.

 

Todavia, no caso deste Governo, vai ser difícil culpar alguém porque até a Troika - imagine-se, até a Troika - mandou recados a dizer "enough is enough".

 

Acontece que agora não se pode recuar, pois isso poria em causa a estratégia do Governo, e tal, desta forma honesta admitido, levaria à sua queda. É aqui, em situações como esta, que a política se torna muito porca. E assim, o Governo apresentará números muito fracos mas insistirá na política e nem a Troika pode fazer algo por este pobre povo, pois a Troika gosta tanto de eleições como um ditador sul-americano em fim da carreira.

 

Bom, eu cá só sei uma coisa: Se não se reduz rapidamente o esforço sobre as pessoas e sobre as empresas, e se não se estimula a economia - seja com estes, seja com os outros, seja com Troika ou sem Troika - a economia portuguesa entra em colapso e a pobreza instala-se.

A oferta de emprego que antes de o ser já não era

por Zé Pedro Silva, em 29.08.12

É fácil perceber o que se passou. Ao abrigo do programa "estímulo 2012", as empresas podem admitir desempregados directamente e isso passa pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional. Ou seja, no caso da famosa Vera Pereira, alguém a quis contratar e colocou o processo normalmente no IEFP. Acontece que, ao colocarem no ar a oferta de emprego, publicaram também o pormenor de a oferta ser só para a Vera Pereira.

 

Até aqui tudo bem. Foi só um erro. Mas, pergunta-se: Por que raio publica o IEFP ofertas de emprego que já têm destinatário? Qual é o objectivo? Por que foi publicada a oferta da Vera Pereira, quando era um emprego apenas para a Vera Pereira?

 

Parece, assim de repente, que isto é só para aldrabar os números, porque na verdade esta oferta de trabalho é fictícia. Não existe. A vaga já está preenchida.

 

Mas depois, quando aparece um responsável do IEFP a explicar que o erro foi apenas colocar lá o nome da candidata escolhida, ninguém lhe pergunta por que raio se publica uma oferta que já tem uma candidata escolhida. Porquê? Para quê? Quem tomou essa decisão? Com que objectivo? 

 

É isto que eu acho extraordinário: Ninguém perguntar aos responsáveis que estupidez é esta, como se fosse suficiente a explicação de que o nome que lá apareceu não devia ter aparecido. É como chegar a casa e apanhar a mulher com outro. -Então que pouca vergonha vem a ser esta, querida? -Querido, tu é que não devias ter aparecido, porque de resto está tudo bem.

O problema não é a venda da RTP, são os vendedores

por Zé Pedro Silva, em 28.08.12

Há muito sentimentalismo à volta da discussão sobre o futuro da RTP. Por mim, estou contra a privatização mas não é por causa da RTP, é por causa das pessoas que estão envolvidas no negócio, por parte do Governo, que não me oferecem a mínima credibilidade. Logo, estou contra esta e qualquer outra privatização.

 

Mas em teoria, não percebo o horror das pessoas em admitir a hipótese de a RTP sair das mãos do Estado. A mim faz-me muito mais confusão a venda da TAP. Prefiro ser accionista da TAP - enquanto contribuinte - do que da RTP.

 

É de serviço público que se fala? A RTP não o faz há muito tempo. A RTP é uma estação pública que opera num mercado aberto e não é por fazer programas sobre os portugueses no mundo, por exemplo, que se pode dizer que é uma estação de serviço público. É de serviço público como é a SIC e a TVI.

 

Sobre a 2, também não é serviço público. Transmitir algumas representações culturais portuguesas num canal que ninguém vê é o mesmo que nada. Não se está a promover nada. Rigorosamente nada. A 2 não promove nada. É um canal simpático, com excelentes programas, mas não passa de uma catarse. Enquanto estamos a ver trampa em qualquer outro canal, sabemos que está ali a 2 a transmitir qualquer coisa de jeito e isso tranquiliza-nos. 

 

Temos depois a questão da informação, mas essa, em matéria de serviço público, será sempre assegurada pela Agência Lusa. Mal assegurada, diga-se em abono da verdade, não pelos profissionais que lá trabalham mas pelos boys que lá se metem a mandar, consoante os boys que estão a mandar em São Bento.

 

Posto isto, concluímos que o serviço público não deve existir apenas enquanto património de sociedades detidas pelo Estado. O serviço público é um princípio que deve orientar qualquer meio de comunicação social. E se pensarmos assim, enquanto consumidores, obrigamos todos os operadores a cumprir esse princípio. Ou seja, não existe apenas uma 2 a transmitir sabe Deus onde e para quem, só para nosso consolo.

 

Bom, mas como digo, a minha inteira disponibilidade para encarar a RTP como mais uma empresa do Estado e não como um intocável monumento à cultura portuguesa - que não é - esbarra num conjunto de pessoas que também não me parecem um monumento à idoneidade. 

Contra-marketing

por Zé Pedro Silva, em 22.08.12

Há uma maneira de lixar o Pingo Doce. É fazer compras no valor de €20,01 - ou pouco mais - e pagar com o cartão. É como aquelas coisas que eles vendem a €19,99.

Tudo estúpido

por Zé Pedro Silva, em 21.08.12

Esta tradição de se medir a área ardida em campos de futebol só prova que as pessoas são estúpidas. Todas. Os jornalistas, os leitores. Eu, tu. É tudo estúpido. Quando se mede área ardida em campos de futebol é porque é tudo estúpido e não se fala mais nisso.

Isto está bom é para os bonsais

por Zé Pedro Silva, em 20.08.12

O bonsai não paga taxas moderadoras.

De quem são os direitos de transmissão?

por Zé Pedro Silva, em 19.08.12

Os contribuintes portugueses pagaram e continuam a pagar muito para os clubes de futebol poderem existir. Já pagaram muito mais que um BPN aos clubes de futebol. Para além disso, os contribuintes portugueses também pagaram os estádios de futebol onde os clubes jogam.

 

Mas parece que agora, os contribuintes portugueses, para verem o futebol que pagam com o seu dinheiro, ainda têm de pagar à SporTv. Esta vergonha já acontece há vários anos, mas parece que este ano nem um único jogo será transmitido em sinal aberto. Faz-se tudo ao lorpa do contribuinte português. 

Isto a Troika também não resolve

por Zé Pedro Silva, em 19.08.12

No Expresso vinha uma notícia, em destaque no caderno de Economia, sobre as roupas dos atletas jamaicanos que "diz que" são feitas em Portugal. Agora no DN online vejo uma notícia sobre o facto de Ronaldo e Rita Pereira serem notícia em Espanha.

 

Como aqui já disse várias vezes e repito as que forem preciso, a nossa pobreza não é tanto material. Aí até temos algum dinheiro. A nossa maior pobreza é de espírito.

Onde é que é a selva?

por Zé Pedro Silva, em 15.08.12

«A Anatel, que regula o sector das telecomunicações no Brasil, quer proibir as operadoras móveis de taxar segundas chamadas quando a ligação for interrompida, depois de ter concluído que a TIM desligava intencionalmente o sinal dos clientes», diz o Expresso.

 

É isto mesmo. É assim. Isto é um regulador. Os outros são palhaços.

 

Preparo-me para pôr, em breve, uma operadora portuguesa em tribunal. Já tive um litígio com outra, que naturalmente perdi, como provavelmente vou perder este. As três operadoras nacionais de telecomunicações móveis funcionam em oligopólio, estão obviamente cartelizadas e fazem o que querem dos consumidores.

 

Fico muito feliz pelos brasileiros, que os portugueses tantas vezes dizem que vivem na selva.

Luisão mete medo ao susto

por Zé Pedro Silva, em 13.08.12

Para mim a questão é simples. Um jogador, ainda por cima do tamanho de um silo, não pode ir a correr para o árbitro pedir explicações com a gentileza de quem se prepara para lhe partir o pescoço. Depois, se o árbitro é mais ou menos susceptível, isso é lá com ele. Nem todos podemos ser feios, porcos e maus como o Witsel. Há pessoas que desmaiam ao ver o Luisão aproximar-se assim. 

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