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Lóbi do Chá

Lóbi do Chá

O Artur e o Expresso

por Zé Pedro Silva, em 29.12.12

Sempre que o Expresso pediu desculpa por causa do "Artur Baptista da Silva", lembrou sempre que outros órgãos de comunicação também publicaram entrevistas do "voluntário da ONU". Mas que idade tem a direcção do Expresso? Parece uma criança. "Xim, eu caí na peta do Artur mas o Luisinho também."

 

Como se diria em Ilhéus, é evidente por demais que o Expresso foi o grande apanhado. O Expresso papou o Artur todinho. O Nicolau Santos caiu redondo. O que, na verdade, nem é assim tão grave. É mais cómico do que grave. Talvez por isso não valha a pena estar sempre a lembrar os outros que também caíram, como quem diz "o problema está no Homem".

 

Por outro lado, não compreendo a satisfação de alguns leitores com o gesto nobre e frontal do semanário, ao ter admitido o erro e pedido desculpa. Estavam à espera de quê? Que o Expresso entrasse no esquema no Artur e continuasse a dizer que ele era coordenador de um programa das Nações Unidas para a crise no sul?

 

É verdade que o Expresso portou-se muito bem neste caso. Mas só do ponto de vista em que caiu no conto do Artur.

Querido, que nome vamos dar ao Instituto?

por Zé Pedro Silva, em 29.12.12

Trata-se, porventura, de mais uma grande reforma deste Governo. O Instituto de Meteorologia chama-se agora Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Está, de facto, muito mais claro. Havia muitas dúvidas sobre as competências do Instituto de Meteorologia. Meteorologia? O que é isso? Trata de quê? Agora percebe-se... instituto português do mar e da atmosfera. Ok. Certo. 

 

Tal como os papás quando sabem que estão grávidos, também os governantes quando chegam ao poder começam a pensar nos nomes que vão dar aos meninos. Aliás, o Instituto de Meteorologia era para se chamar Alfredo, mas a ministra não gostou.

 

Recentemente, também o Instituto de Conservação da Natureza passou a Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade. Só mais uma palavra, mas que é todo um mundo. Se o Instituto continuasse a ser apenas da Conservação da Natureza, jamais poderia ser da Biodiversidade. No entanto, como pelos vistos não era um nome perfeito, o mesmo instituto chama-se agora da Conservação da Natureza e das Florestas. Está ainda mais claro, embora eu tivesse escolhido Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e da Biodiversidade e de Tudo o Que Couber no Seu Âmbito que é Para a Gente não estar Sempre a Mudar Esta Merda. Pronto, assim ficava claro e não era preciso mexer mais.

 

«Um assunto de somenos, este dos nomes dos institutos», dirá o leitor mais preocupado com as grandes questões nacionais e sem tempo a perder com frivolidades. Pois, mas saiba o leitor que sempre que se muda o nome, muda-se a imagem, o papel, os cartões de visita, o portal na internet, tem de se fazer a lei, mudar os estatutos, baptizar o instituto, etc.. Só nos últimos dois governos, eu aposto que o país rebentou 1 ou 2% em défice a mudar de nome às coisas.

 

O optimismo do charlatão

por Zé Pedro Silva, em 26.12.12

Ouve-se o discurso de Natal de Pedro Passos Coelho - atenção que eu não ouvi - e ficamos com a sensação de que há ali uma pontinha de discurso positivo, de confiança e de esperança. Uma pontinha só, é certo, mas tendo em consideração o brutamontes, uma pontinha já é muito bom.

 

No entanto, depressa nos lembramos que Pedro Passos Coelho é um grande mentiroso, um aldrabão bem vestido (para quem aprecia o estilo), um pantomineirozeco. E assim, tudo o que diz não vale nada. É zero. Ele pode dizer o que quiser. Ninguém acredita nele. É falso. É cínico. Não tem um pingo de credibilidade.

 

Os discursos dele, sejam de optimismo, de pessimismo ou de inanismo, dão apenas e só vontade de rir, porque já todos lhe viram a careca.

Feliz Natal

por Zé Pedro Silva, em 24.12.12

Feliz Natal e o importante é nunca deixar de acreditar no Vítor Gaspar.

Figura do ano

por Zé Pedro Silva, em 24.12.12

O Artur Baptista da Silva é a figura do ano, porque de todos os impostores, foi o que aldrabou menos.

Ainda os amaricanos...

por Zé Pedro Silva, em 19.12.12

Ah! O simpático Obama já veio dizer que é altura de rever a lei das armas, pelo menos na questão das semiautomáticas. Sim, também me parece que já é tempo. Ou será que aguentamos mais uma dezena de massacres destes? Não. Já chega. Vamos lá rever isto.

 

E a merda dos jogos de computadores, através dos quais putos passam mais de 14 horas seguidas a matar pessoas indiscriminadamente na rua? Será que também se pode rever isso ou está fixe? Se calhar está fixe. Porque dos milhões que jogam, só dois ou três é que se passam dos cornos e vão pelas ruas aos tiros. É melhor não incomodar a indústria dos videojogos por um problema tão pequenino. Há tantos inocentes no mundo que não é por trinta ou quarenta barbaramente assassinados que vamos estar a chatear empresas tão grandes.

 

Portanto... armas sim mas não das que disparam mais de uma bala por segundo. Videojogos sim, na boa. É só entretenimento. Aquilo não faz mal a ninguém.

O estúpido do Homem

por Zé Pedro Silva, em 16.12.12

Quando não sabemos o que pensar, mais difícil se torna saber o que escrever. "Não escrevas nada" - dirá o mais pragmático juízo. Mas às vezes tem de se escrever qualquer coisa, até porque, passando o problema para o "papel", talvez ele nos deixe em paz. Era bom.

 

A verdade é que não há palavras para descrever o massacre naquela escola, nos Estados Unidos. Palavras há, mas não há vontade nem sequer coragem de as escolher, pois carregam todas um horror sem medida.

 

Tragédias há muitas. Acabam de morrer mais de mil pessoas nas Filipinas, por causa de um tufão. Mas o massacre naquela escola não é um tufão, não foi o vento, não foi o mar, foi um animal da nossa espécie, que escolheu as suas vítimas, que olhou para elas. Pensar nisto não é perturbador. Perturbador é estar à procura do telemóvel quando estamos a meio de uma chamada.

 

Pensar nisto é muito mais que perturbador. Pensar nisto, no acontecimento, nas vítimas, dá cabo de uma parte substancial do prazer de existir, deste modo de existir. E não é só uma desilusão. Desilusão é quando percebemos que afinal a televisão que comprámos não tem uma imagem tão boa quanto parecia na loja. Isto que se passou naquela escola é muito mais que desilusão. É uma perfeita desgraça. 

 

Sucedem-se acontecimentos destes nos Estados Unidos e por isso volta a discutir-se lá a imbecilidade da lei das armas, que é imbecil vista de qualquer ponto de vista e em favor da qual não há argumento que não seja imbecil. Mas eu não me atrevo a culpar as armas, que por mais tecnologia que tenham, ainda não pensam. Culpar as armas pelos armários onde dormem e pelos disparos que fazem é como culpar a caneta pelo cheque careca que passámos.

 

A culpa é do Homem. Do Homem estúpido que faz a arma, do Homem estúpido que faz a lei da arma, do Homem estúpido que compra a arma, do Homem estúpido que guarda a arma, do Homem estúpido que usa a arma. E lembrará o mais pragmático juízo que as armas têm a idade do Homem e também servem para o proteger. É verdade. Mas é porque o Homem é estúpido. É estúpido assim, como se vê. Não é por inventar computadores e por construir pontes que o Homem deixa de ser estúpido, porque os computadores e as pontes só servem para fazer chegar mais depressa, ao mundo inteiro, as diversas manifestações da estupidez do Homem.

 

Acontecimentos destes cortam-nos uma parte substancial do prazer de existir, deste modo de existir. Apetece então fugir para a montanha, para longe da estupidez do Homem e da triste civilização que arranjou. É verdade que na montanha podemos ser comidos por um urso, mas até isso era bem melhor que assistir, deste aparente conforto em que vivemos, às coisas de que o estúpido do Homem é capaz.

É para atestar? Não, é para deixar vazio.

por Zé Pedro Silva, em 11.12.12

Não sei se já tinham percebido, mas os preços dos combustíveis são uma grande aldrabice. Lembra-se daqueles tempos em que eles - a malta do petróleo - diziam que estavam com as margens no limite a tal ponto que o bater de asas de uma borboleta em Tóquio podia fazer oscilar os preços da gasolina em Odemira? Pois bem, nesse tempo, qualquer desgraça mundial era argumento para subir mais um cêntimo aqui, mais dois ali.

 

No entanto, desde há algumas semanas que os preços têm estado relativamente estabilizados e até têm vindo a cair. Mas como? - Pergunto eu. Tivemos o furacão Sandy que ia dando cabo de Nova Iorque. Em Gaza voltaram os conflitos. Na Síria não vale a pena falar. A instabilidade voltou ao Egipto. E o tufão Bopha que acaba de desgraçar as Filipinas?

 

E os preços? Continuam a cair... Porque será? Não sei, mas imagino... Parece que o consumo de combustíveis caiu mais 13%. Ah! Mas afinal havia margem, pois a malta do petróleo, ao ver o pateta do automobilista longe da mangueira, desatou a baixar os preços mesmo com o mundo a cair aqui ao lado. Grandes vigaristas.

É uma visão do caraças, para o umbigo

por Zé Pedro Silva, em 10.12.12

O tonto do Durão Barroso vai receber o Prémio Nobel da Paz pela União Europeia e põe-se a falar do Euro e que a Europa vai garantir o Euro, etc.. Mas que tonto. Guerras à porta, crises humanitárias, e o que tem o representante do vencedor do Prémio Nobel da Paz para dizer? "Calma, não se preocupem que a gente vai aguentar o Euro".

A TAP? Quanto é? É o que tiver, senhor!

por Zé Pedro Silva, em 09.12.12

Em bom rigor, o Efromovich ainda oferece menos dinheiro pela TAP do que a TAP pagou em 2006 pela Portugalia. Mas não se aflijam porque não apareceu mais ninguém para comprar, pese embora o esforço do ministro Álvaro Santos Pasteleiro, que andou aqui há uns meses pela Ásia e pelo Médio Oriente a tentar vender a coisa. É um vendedor do caraças. O único interessado apareceu da América do Sul.

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