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Lóbi do Chá

Lóbi do Chá

O famoso duelo do primeiro de Maio

por Zé Pedro Silva, em 30.04.13

Tudo a postos para mais um duelo do primeiro de Maio. De um lado, Arménio Carlos, vem de uma derrota, quer ganhar desta vez. Preparou discursos, promessas de uma vida melhor e actividades lúdicas. Do outro lado, Soares dos Santos, não gosta de perder. Preparou descontos que até o Arménio Carlos vai querer aproveitar.

Salários? Estão doidos!

por Zé Pedro Silva, em 29.04.13

 

O inspector-geral do Trabalho veio defender - e muito bem - a criminalização dos salários em atraso. E o que é que a confederação do comércio português veio dizer? Que não pode ser, porque isso "só serviria para acelerar o encerramento de empresas".

 

Ou seja, as empresas tencionam continuar a trabalhar sem pagar ordenados. É isto? O facto de algumas empresas pagarem os salários pode acelerar - esta expressão é um belíssimo lapso freudiano - o seu encerramento, por isso não se ponham com ideias malucas.

 

Vão desculpar-me a pergunta, mas... o que faz ainda aberta uma empresa que reiteradamente ou durante muito tempo não paga os salários aos seus trabalhadores? Já sei. Vai pagando impostos, não é? Sim, porque não pagar impostos já é crime, mas não pagar aos trabalhadores é uma vicissitude da vida.

 

Ai de quem não pagar ao Estado! Até à prisão vai parar! Mas ao trabalhador só tem de pagar se tiver sobrado alguma coisa. Não sobrou? Então deixe lá, que o trabalhador aguenta-se bem.

 

Eu qualquer dia abro uma empresa e contrato 300 trabalhadores. Nem um mês lhes pago. Quando se vierem queixar digo-lhes "deviam dar graças a Deus por terem trabalho e ainda reclamam... mereciam estar todos no desemprego, era o que era". E pronto, dou o que tenho a dar ao Estado, tiro um bocado para mim, e os outros 300 sortudos têm 22 dias de férias e mais uns feriados. 

 

Agora que penso nisto... Esta cena das férias não acelera o encerramento das empresas, ó confederação do comércio português? Temos de acabar com isto rapidamente. As empresas não aguentam, pá. Isto está muito difícil.

Existe alternativa?

por Zé Pedro Silva, em 29.04.13

Depois do congresso do PS, conclui-se que só há uma alternativa à política da Troika: a dos comunistas. Só os partidos que assumem a estratégia de romper o memorando e renegociar a dívida estão a apresentar uma verdadeira alternativa. Pode ser louca, mas é uma alternativa.

 

A estratégia do PS é a mesma do Governo PSD/CDS: governar com a Troika. E isso não pode ser considerada uma alternativa, mesmo que num ou noutro ponto pudessem ser diferentes. Aquilo que parece é que o PS no Governo seria uma espécie de recuo da TSU ou chumbo do Tribunal Constitucional. Mudavam as medidas, mas os objectivos são os mesmos. Prolonga-se os prazos, mas com as mesmas metas.

 

Aquela ideia de que o PS vai enfrentar a Troika e conseguir financiamento sem austeridade ou sem a mesma dose de austeridade é uma mentira pegada. Aquilo que sai do congresso é que o PS quer governar com o dinheiro da Troika e isso não é uma alternativa à política da maioria PSD/CDS, mesmo que pontualmente haja diferenças. A única alternativa política, neste momento, em Portugal, é apresentada pela esquerda radical que propõe romper com a Troika, renegociar a dívida e tudo o que vem associado a estas medidas, nomeadamente, o regresso ao Escudo.

As campanhas, os lemas, o costume

por Zé Pedro Silva, em 28.04.13

Com a aproximação das autárquicas, começam a aparecer aquelas tenebrosas imagens dos candidatos, em mangas de camisa, assim de ladinho e com gravatinhas muito encarnadinhas ou muito azulinhas. São todos iguais. Rigorosamente iguais. E utilizam todos os mesmos lemas. Fala-se muito em mãos à obra, em crescimento, desenvolvimento e tudo é "mais", mais isto, mais aquilo.

 

Publicam também agora as suas fotografias a jogar à bola com os coxos de não sei onde. Abraçam os velhos e os enfermos que padecem disto e daquilo. Depois vão aos cafés comer os famosos bolinhos da dona não sei quê.

 

A falta de originalidade dos candidatos repete-se depois no exercício dos mandatos, que também são praticamente iguais uns aos outros. Embora aconteça, é muito raro uma cidade aparecer no mapa graças à originalidade dos políticos que a governam. Quando não há uma calamidade ou um escândalo de corrupção, pouco se ouve falar na maior parte dos concelhos, que andam lá nas suas vidinhas, com a tal piscininha aqui, rotundeca acolá.

 

A este propósito, recordo-me de em tempos estar no Porto a fazer tempo para o regresso a Lisboa e, em vez de ir comer francesinhas e virar finos, lembrei-me de ir a Castelo de Paiva, terra tristemente famosa pelo terrível desastre da ponte. A verdade é que fiquei deslumbrado com tudo aquilo. Não necessariamente com Castelo de Paiva, mas com tudo à volta. Aquela paisagem merecia que se fizesse mais por ela. Que se fizessem filmes e fotografias, que se promovessem as feiras e as festas.

 

Mas não. Está para ali tudo marreco, a dizer mal da vida, encerrados naquela beleza que o país esconde. No local do acidente, é evidente algum desenvolvimento, que contrasta com uma dezena de metros mais à frente, onde tudo tem outra vez mais de um século sem cuidado ou manutenção. Mas onde caiu o autocarro vê-se obra. Cuidou-se do património. Foi preciso aquela tragédia para se fazer alguma coisa por aquilo. E agora só se volta a mexer mais, provavelmente, quando cair outro autocarro, algo que deve demorar alguns anos, pois está lá uma ponte nova.

 

É uma pena. Mas isto é fruto da tal falta de originalidade dos políticos, uma falta de originalidade que é transversal e vai do presidente de Junta ao da República. Vai ficar-me mal dizer o que vou dizer a seguir, pois inserido no contexto é de uma falta de modéstia merecedora de, no mínimo, um par de estalos, mas quando fui candidato à Câmara de Sines propus resolver o problema da falta de unidades de saúde no concelho negociando com as grandes empresas ali sediadas a construção de um novo centro de saúde. Essas empresas avançavam com a massa e podiam fazer valer-se dessa publicidade e da amizade dos sineenses. É mais do que justo, porque toda aquela indústria, que é da pesada, pode e deve contribuir para o bem-estar da população. Por outro lado, estávamos a falar de um investimento que para pelo menos três daquelas empresas não chegava a representar 1% dos seus orçamentos com publicidade da treta, nas televisões.

 

O que ganhei com esta ideia foi chamarem-me maluco. Quem faz o centro de saúde é o Governo, se o Governo não faz então a gente queixa-se. Esse é o nosso trabalho. Pedir e queixar. Se pedimos e não nos deram, então queixamo-nos, batemos o pé e podemos dormir tranquilos porque fizemos o nosso trabalho.

 

Enfim, é isto. Deixo-vos agora com a campanha de um candidato a Mayor de Nova Iorque que, embora levemente excêntrico, pelo menos não está de ladinho num cartaz a prometer deitar mãos à obra.

 

Seguro é apelido

por Zé Pedro Silva, em 28.04.13
O Governo está a meio do mandato, a mais recente moção de censura chumbou, o Presidente da República deu sinais de apoiar o Governo, mas, ainda assim, como se a realidade fosse um pormenor de somenos, António José Seguro pediu uma maioria absoluta aos portugueses, sem sequer se dar ao trabalho de apresentar uma alternativa. É tão fácil pedir uma maioria absoluta aos portugueses, que olhem, também vou pedir. - Portugueses, também quero uma maioria absoluta. Não, esperem. Quero duas. Uma para mim e outra para a minha Ana, que também já me disse que gostava muito de ter uma. Mas a dela é para oferecer, por isso, não sei se me podem embrulhar.

Mas, entretanto, quando é que são as eleições? Não sei, mas Seguro está tão convencido de um cenário eleitoral em breve que não sei se hoje, que é domingo, não vai para o hotel Altis aguardar pelos resultados. E já no domingo passado foi para a escola com o cartão de eleitor.

Seguro é, de facto, uma desgraça de político, uma desgraça de um líder da oposição, mas, ainda assim, a esmagadora maioria dos socialistas deu-lhe total apoio no congresso. Um apoio inequívoco embora esquisito, pois parece ser evidente que só há uma pessoa neste país que acredita mesmo em António José Seguro. É o Carlos Zorrinho. O próprio António José Seguro, quando se deita, deve pensar "não posso continuar a enganar as pessoas, amanhã demito-me". Só que depois Zorrinho liga logo pela manhã, com imensas coisas para fazer, e Seguro não tem coragem de dizer que não.

Neste cenário deprimente, não admira que a mesma esmagora maioria de socialistas que apoia inequivocamente Seguro, apoie também apaixonadamente a ideia de o Presidente dissolver sem demoras o Parlamento. O que não se percebe é se a pressa dos socialistas é tanto para voltar ao poder ou mais para se livrar rapidamente disto que se está a passar. Às vezes parece-me que mais do que derrubar o Governo, os socialistas querem derrubar Seguro da oposição, mesmo que isso signifique metê-lo em São Bento. Isso depois logo se resolve.

Seja como for, com esta liderança, o PS só pode mesmo sonhar com o poder através de um mais ou menos golpe constitucional, como foi mais ou menos o de 2005, porque Seguro é incapaz de lutar pelo poder. Esperar por ele é, sem dúvida, a melhor estratégia. Mas podia esperar sentado, em vez de estar aos pulinhos. Sempre se cansava menos, porque no dia em que o poder lhe cair nos braços, vai ter de dar muitas cambalhotas.

O PS já cansa um bocadinho, já

por Zé Pedro Silva, em 26.04.13

 

O Partido Socialista é muito chato. Não apresenta propostas alternativas, não faz política nenhuma de jeito, não procura soluções, nada. Só sabe arranjar problemas em todo o lado. Agora é isto do discurso do Presidente. O que é que interessa o discurso do Presidente? Andam à procura de desculpas para evitar o consenso ou seja lá o que for. Tudo é razão para justificar o total alheamento do PS no combate a uma crise gravíssima, relativamente à qual tem enormíssimas responsabilidades, pois governou o país nos seis anos imediatamente anteriores à bancarrota.

 

Grosso modo, o PS fez-nos o filho e não quer saber dele, mas lá vai dizendo, ao longe, só para chatear, "a fralda está mal posta", "essas fraldas não são boas", "acho que o leite está muito quente", "acho que o leite está muito frio", "acho que tem cocó", "olha, bolçou, eu bem disse que estava a mamar demais", etc..

 

Às tantas, já cansados, lá gritamos: «Podes-te calar um bocadinho e dar uma ajuda?»

 

Mas ele responde com aquele seu ar sonso: «Como posso ajudar se o PS é totalmente contra a forma como estão a cuidar do menino!? O Partido Socialista jamais teria posto essas fraldas, mas se as pusesse, ao menos tê-las-ia posto bem. E com o PS na liderança do bebé, o leite jamais estaria demasiado quente ou demasiadamente frio, porque o PS sabe bem como é que o bebé gosta do leitinho, morninho. Bebé, com o PS o cocó não ficaria mais de 5 minutos no teu rabinho, porque o PS sente logo o cheirinho. E o PS sabe dizer basta, já chega de mamar, senão vais bolçar.»

 

A verdade é que a vida já corre suficientemente mal aos portugueses para ainda terem de estar a levar com este Partido Socialista muito deprimente, chato, parvinho, inútil à brava, intriguista e cobardolas.

 

Estou certo que o senhor Seguro não precisará da perspicácia do senhor Cavaco para trabalhar, para propor alternativas, procurar consensos, debater soluções ou apresentar estratégias. Então, deixe-se de merdas, e ponha-se a trabalhar ou então pegue no Zorrinho e vão os dois dar uma volta ao mundo, porque há sítios giríssimos.

Fraude fiscal foi o que se arranjou

por Zé Pedro Silva, em 24.04.13

 

Ai que bom, que bom. O Isaltino foi preso. Hoje até vou comer uma sapateira por causa disso. Ou então não. Ou então isto é só mais um capítulo de uma vergonha do tamanho da área metropolitana de Lisboa.

 

Isaltino é preso por causa de uma condenação por fraude fiscal. Como se sabe, não é propriamente esse crime que interessava. A Justiça teve de ir dar uma grande volta para conseguir condenar um político que viu provada em Tribunal uma acusação de corrupção, mas, óóó, o crime estava prescrito. Que pena. Bom, fica para a próxima.

 

A verdade é que os políticos corruptos têm de ser condenados por corrupção e têm de cumprir pena por corrupção. Não é por não terem ajudado a velhinha a atravessar a rua. Isto faz lembrar a história do homem que chega a casa e encontra a mulher na cama com o carteiro. Sem fazer perguntas, o homem chama nomes à mulher e diz que agora é que se vai mesmo embora. Ela diz para ele ter calma, porque não é nada daquilo que ele está a pensar, mas o homem mostra o colarinho todo mal engomado e pergunta se aquilo não é um vinco, então é o quê?

 

Isaltino foi hoje detido por fraude fiscal. Foi esse o crime que se conseguiu arranjar para o homem. E isso significa que continua a ser muito difícil, ou mesmo impossível, condenar alguém, neste cantinho, por corrupção. Aliás, até há bem pouco tempo havia uma senhora procuradora que dizia que não havia políticos corruptos em Portugal. Se calhar ela tem razão. Só há políticos que cometem fraude fiscal. E mesmo assim é muito raro.

As preocupações do PSD e do CDS

por Zé Pedro Silva, em 24.04.13

 

«CDS e PSD vão recomendar ao Governo que sejam repostas as viagens gratuitas dos familiares e funcionários das empresas públicas de transportes. Projecto de resolução será apresentado em breve.» - Diz o Diário Económico.

 

O país a cair aos bocados e estas anedotas andam a pensar nas viagens gratuitas dos familiares e funcionários das empresas públicas de transportes. E os amigos, pá? Há amigos que são como irmãos. Esses pagam ou não?

 

Vamos ler mais um bocadinho do Diário Económico: «Em causa está um projecto de resolução, que deverá dar entrada no Parlamento nos próximos dias, e que tem por base a "preocupação" dos grupos parlamentares do PSD e CDS em torno desta matéria, segundo o deputado social-democrata Adão e Silva, que recusa, no entanto, a avançar com o seu teor. "Os dois grupos parlamentares estão de facto a trabalhar num documento desta natureza, mas não posso avançar com mais dados", afirmou Adão e Silva.»

 

Este Adão e Silva é cruel. Está o país todo a morrer de curiosidade e ele não avança mais dados. Se era para isso não tinha dito nada, que agora a gente não consegue dormir.

 

[Imagem: Via Google Images]

Furão Barroso

por Zé Pedro Silva, em 23.04.13

Durão Barroso, que já recordámos aqui no post anterior, veio entretanto dizer que já chega de austeridade. É curioso Barroso vir com esta simpática conversa depois de ter começado a falar, há um mês, na sua possível recandidatura ao tacho. Barroso quer provavelmente começar a agradar a gregos e a alemães.

 

No entanto, a diferença entre "já chega de austeridade" ou "já foi austeridade a mais" é muito ténue. Barroso dirá sempre que tivemos a austeridade no ponto certo. Menos era pouco, mais será demais. Está mesmo no ponto.

 

Só que isto cheira a esturro. Para quem não confia minimamente em Durão Barroso, uma declaração destas só pode trazer água no bico. E é fácil perceber o que vai na cabeça do presidente da Comissão Europeia. Desde logo, a sua possível recandidatura, já mencionada. Depois, aqueles erros no Excel que vieram tramar os argumentos da austeridade. E a economia alemã, que começou a derrapar, graças à belíssima recessão que se instalou no velho continente.

 

Perante tudo isto, era lógico que Durão Barroso viesse dizer que já chega de austeridade. Estranho seria se Durão Barroso o tivesse dito antes, quando ainda ninguém lhe tinha mandado dizer.

Re-mo-de-la-ção

por Zé Pedro Silva, em 23.04.13

Uma remodelação é um momento fundamental para um governo se reconciliar com o seu povo. Não há num mandato outro momento igual, a menos que haja mais do que uma remodelação num mandato. É numa remodelação que se esquecem os erros e os defeitos, para voltar a acreditar no futuro. Mas para isso é preciso que a remodelação seja bem feita e agrade ao eleitorado. 

 

Como seria de esperar - e como este seria o caminho mais fácil - o Governo optou por remodelar como Vítor Gaspar fala, ou seja, com tempo, não há pressa, um vocábulo agora, a seguir um secretário de Estado, ora mais um vocábulo, agora tenho de ir à casa de banho, já voltei, vá lá ver mais um secretário de Estado, e outro vocábulo; a tal ponto que já ninguém percebe nada. Quem entrou, quem saiu? E quem saiu, saiu porquê? Quem entra, entra para quê? Não se percebe. Isto nem parece uma remodelação, parece uma altercação num bairro. Há zaragata na rua principal, depois começam a aparecer pessoas por todos os lados. 

 

Os pontos altos desta remodelação - que penso que ainda decorre, porque isto é tipo caça ao homem em Boston - foram a saída de Miguel Relvas, que foi um enorme alívio para os portugueses - embora não tanto para os países de língua oficial portuguesa - e a entrada de Poiares Maduro. Em Poiares Maduro os portugueses encontraram um porto seguro. Parece que tirou mesmo o curso que diz que tem e não consta que esteja envolvido no BPN. Mesmo para quem aprecia tanto académicos como pedras nos rins, Poiares Maduro transmite confiança. Se o Governo fosse um centro de saúde, todo a freguesia queria ir às consultas do Doutor Poiares Maduro.

 

Mas no geral, esta remodelação em fascículos é uma oportunidade perdida para o Governo, que vai acabá-la tão desgastado quanto quando a iniciou. Ou mais.

 

A este propósito, recordemos uma das mais felizes remodelações da história da democracia portuguesa. Durão Barroso soube aproveitar a oportunidade e reconciliou-se com o seu povo. Depois de umas eleições autárquicas em que o PSD quase ficava atrás do CDS, Barroso apareceu a dizer que tinha recebido o recado. Chegou a dizer que aqueles resultados eram um cartão amarelo ao Governo e começou o processo de remodelação. O que ninguém esperava era que fosse ao ponto de se remodelar a si próprio. Pirou-se para a Europa, para gáudio de um povo inteiro que naquele tempo só criticou a sua atitude porque não se pode mimar os políticos.

 

E como se não bastasse o favor de ir para a Europa, Durão Barroso ainda fez questão de nos deixar Santana Lopes para nos entreter enquanto o presidente Sampaio acabava a partida de golfe para depois vir dissolver o Parlamento. Isto sim, foi uma remodelação. Já que gosta tanto de ouvir os senhores da Europa, Passos Coelho podia perder uns minutos com o boneco da senhora Merkel, para ver se aprende qualquer coisa.

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