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Lóbi do Chá

Lóbi do Chá

Greve ao respeito pelos utentes

por Zé Pedro Silva, em 19.12.13

 

Greve no metro. E greves no metro previstas para Janeiro. Uma por semana. E as pessoas com os passes comprados, antecipadamente. O quotidiano de milhões suspenso. Muitos atrasos. Grande stress. 

 

Devem ter razão os trabalhadores do Metro de Lisboa. Os trabalhadores têm sempre razão. Acontece que os utentes dos serviços públicos de transporte não têm culpa. Defendo por isso, já há bastante tempo, que se devia constituir uma associação que defendesse os direitos destas pessoas e que viesse a organizar uma greve ao pagamento dos passes e dos bilhetes. Bastava um mês em greve para esta pouca vergonha se resolver num fininho. 

 

É que os trabalhadores têm direitos, mas os utentes também. Em Janeiro, confirmando-se as greves anunciadas, o Metro de Lisboa vai parar praticamente uma semana. Essa semana não será descontada no valor do passe. E assim, as greves já não afectam apenas o dia-a-dia das pessoas, mas vão-lhes directamente ao bolso.

 

Em consciência, os trabalhadores do metro devem considerar que até isso vale a pena, para que façam valer os seus direitos junto da administração. Em consciência, os trabalhadores do metro deviam perceber que estão a afectar uma maioria cuja situação profissional é provavelmente ainda mais precária que a deles. E isso é especialmente revoltante quando havia outras formas de luta com menos prejuízos para a sociedade e mais peso para o patrão. 

 

Encomenda de Bissau (segunda parte)

por Zé Pedro Silva, em 17.12.13

 

Retomando a discussão sobre a encomenda de Bissau, iniciada no post "Quem tem países irmãos assim...", sabe-se agora que a Tap arrisca multa por transportar sírios, ou seja, por violar regras de segurança aérea. 

 

Não ignorando a pressão exercida sobre a tripulação do avião, muito menos as ameaças criminosas de que foram alvo, parece-me evidente que aquele avião não podia ter levantado quando havia um grupo de passageiros não identificados mas que se suspeitava terem origem num país em guerra civil. Aquele avião podia ter sido desviado e os passageiros podiam ter sido feitos reféns.

 

Não sou entendido na matéria e até desconheço as regras de segurança aérea, mas imagino que, naquelas condições, o comandante jamais podia ter descolado. E são estas as decisões que um comandante também tem de tomar.

 

Por que descolou então o avião? A minha aposta - tem de ser aposta pois não temos informações suficientes - é que foi para salvar o avião de ficar retido. Era uma das ameaças daquelas autoridades ainda também mal identificadas, que ameaçaram a tripulação. Pois bem, não é preciso ser presidente de uma companhia aérea para imaginar quanto custa um avião parado durante horas ou dias ou semanas, enquanto se resolve um problema diplomático. 

 

Mas a segurança dos restantes passageiros foi ameaçada. E a da própria tripulação também. E pelos vistos a segurança aérea internacional. 

 

Na notícia que cito, do Expresso, Fernando Pinto diz que «só transportaram aquelas pessoas "para evitar problemas com os outros passageiros"». Diz também que este incidente terá um «custo pesado para a empresa».

 

Pois terá, claro que terá. Este incidente terá um custo pesado para a TAP e para outras empresas, pois sabe-se agora que nas ligações aéreas para destinos fora da Europa, e com problemas de segurança conhecidos, pode entrar um grupo de pessoas não identificadas a bordo, que não é por isso que o avião não descola. Não nos podemos esquecer que a TAP cortou os voos para Bissau, mas continua a voar para outros destinos com segurança limitada. A pergunta que legitimamente se coloca é: Podemos confiar?

 

Ao ler Fernando Pinto, tenho muitas dúvidas. O presidente da TAP diz que vai recorrer de uma eventual multa e diz que a companhia tentou evitar problemas com outros passageiros, mas aquilo que devia fazer era explicar os fundamentos da decisão de descolar e pedir desculpa aos seus clientes, se for caso disso. 

 

A segurança é um dos principais valores da TAP, reconhecida internacionalmente. Este incidente afecta naturalmente esse capital de confiança. E as declarações do presidente também, porque há prejuízos que podem ser sempre maiores. 

Seguro e a política do pânico

por Zé Pedro Silva, em 17.12.13

 

Eu já aqui falei sobre isto, mas o António José Seguro também já tinha disto isto, portanto vamos todos repetir-nos. Que pressão está o Governo a fazer sobre o Tribunal Constitucional, que a oposição não esteja também a fazer? O Governo anuncia as trevas se o Tribunal Constitucional chumbar algumas reformas. A oposição anuncia as trevas se o Tribunal Constitucional não chumbar. 

 

É a mesmíssima coisa. E é assim que os tribunais funcionam. Os processos entram e as partes defendem-se. Ora, o Governo defende que as suas medidas são constitucionais e urgentes. A oposição diz que as medidas são inconstitucionais e vão destruir o universo. O juiz - neste caso, os juízes - decidem. 

 

Por que raio insiste, então, o António José Seguro, nesta linha de oposição? É porque não sabe fazer outra. É a política do beicinho. Em vez de termos um partido socialista forte, grandioso, seguro (não Seguro), cheio de propostas, duro com o Governo e claro na estratégia, temos este grupo de pessoas histéricas, "ai que eles vão destruir tudo", "ai que eles não respeitam nada nem ninguém", "socorro, socorro". 

 

Acontece que, tal como na fábula do jovem que diz que vem aí o lobo e depois o lobo não vem, já ninguém acredita neste Partido Socialista, que só sabe lançar o pânico. É um alarmista que não faz nada para tranquilizar os portugueses, nem sequer na medida das suas obrigações, que era apresentar uma proposta alternativa, séria e credível. Recorde-se que a proposta mais forte dos socialistas é a diminuição do IVA na restauração - coisa com a qual, aliás, eu concordo - mas que diz tudo sobre a insignificante oposição socialista. 

Quem tem países irmãos assim...

por Zé Pedro Silva, em 12.12.13

O que terá passado pela cabeça da Guiné-Bissau para enfiar os 74 sírios num avião da TAP com destino a Lisboa, contra todas as regras de direito internacional, de relações externas ou mesmo apenas do transporte aéreo de passageiros? Terá sido o desespero? Foi a ignorância? Foi simples desrespeito para com Portugal?

 

Não sabemos. Sabemos que a decisão de suspender a rota talvez seja um pouquinho exagerada. Havia formas de manter a ligação, reforçando a segurança. Havia também que estabelecer rapidamente uma via de comunicação com as autoridades guineenses, no sentido de investigar o que se passou e garantir que tal acontecimento não pode jamais repetir-se. 

 

Se os 74 sírios nos tivessem sido enviados pela Alemanha, teriam sido recebidos pelo nosso ministro dos Negócios Estrangeiros, mas como foi a Guiné-Bissau, falamos grosso. E nem é preciso ir até à Alemanha. Bastava ter sido Angola a mandar os sírios. Estou certo que também conseguíamos chegar a um entendimento. Mas com Bissau somos bravos. 

 

Desconhecendo a identidade de quem tinha a bordo, o comandante da TAP podia ter-se recusado a descolar. Descolando, Lisboa podia ter recusado a entrada em território nacional daqueles eventualmente sírios. Mas mandá-los vir, tratar-lhes da papelada e depois cortar a rota para Bissau é uma decisão tão incrível quanto a da Guiné, que nos meteu os sírios no porão. 

 

Mas enfim, ficamos sem saber bem o que dizer. Somos todos irmãos, falamos todos a língua portuguesa, mas fica no ar aquela sensação de que nem nos podemos ver. Culpa de Portugal? Em boa parte. E este exemplo é bom. O nosso irmão pobre e subdesenvolvido fez asneira, mas nós fomos impiedosos, como não temos sido com nenhum outro país. Com nenhum outro país que não seja pobre e subdesenvolvido, naturalmente, porque se São Tomé, por exemplo, se puser com merdas, também somos meninos para ter tomates. E daí não sei, porque São Tomé tem fortes ligações políticas com Angola. Provavelmente teríamos dito "74 sírios, só? não têm aí mais? mandem todos que nós temos espaço". 

Morreu um Mandela, mas nasceram outros

por Zé Pedro Silva, em 06.12.13

 

Nelson Mandela para mim era um conceito. Eu não o conheci. Quando foi libertado eu estava a ver desenhos animados. Conheço, porém, a sua história. Superficialmente. Não posso falar como se fosse um profundo conhecedor da história da África do Sul e de Nelson Mandela. Sei provavelmente o que a maioria das pessoas sabem. Mandela era um homem corajoso e bom. A sua luta, seguramente muito mais dramática que o aspecto romântico que tem a esta distância, levou liberdade, justiça e paz a tanta gente. 

 

Mas como digo, ele para mim é um conceito. Um conceito de Homem. De coragem, de convicção, de força, de compaixão e de inteligência. Um homem que não seria perfeito - nem a sua história foi - mas que era objectivamente melhor. Era um conceito melhor de Homem. 

 

O desaparecimento de Mandela deixará tristes muitas pessoas. Família, amigos e admiradores próximos. Para mim, e creio que para a minha geração, é um pormenor. Desapareceu a carcaça que encerrava o conceito. Mas o trabalho foi feito. O exemplo foi dado. Mandela perdura. Ontem morreu um mandela, mas nasceram outros. 

Querem estragar 'teu bacalhau, Maria

por Zé Pedro Silva, em 03.12.13

 

E agora, o bacalhau tem polifosfatos ou não? É uma boa pergunta, não é? Em Janeiro entra vigor uma directiva comunitária que aprova o uso de químicos na conservação do bacalhau. Basicamente - e se eu percebi bem - Noruega, Islândia e Dinamarca querem temperar o fiel amigo com polifosfatos, argumentando que isso conserva melhor o produto, mas na verdade eles querem é começar a vender água, porque os polifosfatos fazem isso mesmo: retenção de água. E é nessa medida que nos lixa a cura tradicional portuguesa, que demora assim muito mais tempo, já para não falar no sabor, que se altera. 

 

Ora, os produtores portugueses atiraram-se naturalmente ao ar. E fazem bem. A introdução dos polifosfatos é um problema para a comercialização de bacalhau em Portugal, na medida em que encarece a transformação, mas também o próprio bacalhau, que vem agora ali cheio de água. Não sei se o bacalhau é comprado ao quilo, mas imagino que não seja ao metro.

 

Mas calma. Na pesquisa que fiz para escrever estas linhas, fui dar com muitas versões. Fui dar, por exemplo, com a revolta dos produtores, que conta com o apoio dos consumidores, e com notícias sobre o assunto. Parece que Bruxelas aprovou mesmo o diploma.

 

No entanto, encontro na página do Governo de Portugal o seguinte comunicado: "Portugal garantiu bacalhau sem polifosfatos". E saí então para a rua a correr. Fui pelas ruas a buzinar. Lancei petardos e gritei: Portugal garantiu bacalhau sem polifosfatos! Portugal garantiu bacalhau sem polifosfatos! Sim, é verdade! Portugal garantiu bacalhau sem polifosfatos!

 

Depois voltei e li melhor o comunicado. Diz então o seguinte: O Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar afirmou, em comunicado, que Portugal continuará a receber bacalhau sem polifosfatos, apesar de a União Europeu ter aprovado um regulamento que permite o uso deste produto químico para conservar a humidade. O regulamento, aprovado esta semana pelo Comité Permanente para a Cadeia Alimentar e de Saúde Animal da União Europeia, «inclui medidas específicas para Portugal», referiu Nuno Vieira e Brito.


«Nessas medidas está contemplado o fornecimento à indústria portuguesa de bacalhau sem polifosfatos, a possibilidade de confirmação da presença da mesma, o compromisso da Comissão [Europeia] de durante três anos acompanhar esta questão e, por último, a informação ao consumidor através da rotulagem», referiu o Secretário de Estado. A proposta inicial da Comissão Europeia, apresentada em 2011, contou com a firme oposição de Portugal, tendo sido «reestruturada de modo a contemplar com medidas protetoras específicas para Portugal».


Está portanto contemplado o fornecimento à indústria portuguesa de bacalhau sem polifosfatos. Contemplado... Não havia assim nenhum termo mais oficial e firme, não? É que contemplado garante bacalhau sem polifosfatos até os vikings se lembrarem de dizer que acabou. 

 

Depois, o que significa "a possibilidade de confirmação da presença da mesma"? Qual mesma? Confirmação da presença do quê? Dos polifosfatos? Então mas tem ou não tem? E possibilidade de confirmação da presença? Isto é o quê? Portugal conseguiu garantir a possibilidade da confirmação da presença de polifosfatos no bacalhau? O que vale é que isto é tudo de uma assertividade, segurança, firmeza e convicção, que nem precisamos de polifosfato para nos reter as desconfianças. 

 

Mas atenção, porque Portugal também garantiu que a Comissão vai acompanhar esta questão durante três anos. Às vezes a Comissão podia ir tratar da questão das ilhas Senkaku e deixar-nos aqui agarrados ao bacalhau. E por último, Portugal garantiu também - isto deve ter sido uma luta muito difícil - a informação ao consumidor através da rotulagem. Querem ver que se ia colocar os polifosfatos às escondidas, como o brinde no bolo rei!? E isso das informações nos rótulos não é uma coisa que já se usava?

 

Começámos por "Portugal garantiu bacalhau sem polifosfatos" e já vamos na enorme conquista que foi a possibilidade da confirmação da presença da mesma na rotulagem. Nada mal. Não tarda estamos a comer polifosfatos às colheres e nem o bacalhau vemos. 

 

Enfim, vou fazer então um resumo do que passou. Cheira-me que nos lixaram o fiel amigo e nós votámos a favor, em troca da confirmação da possibilidade da presença da mesma e mais umas bacalhauzadas. Bom apetite.

A costa só é nossa nos mapas antigos

por Zé Pedro Silva, em 02.12.13

 

Eles eram ministros portugueses e pelo menos um espanhol, na inauguração do novo sistema de vigilância da costa. Eu confesso que já perdi a conta aos sistemas de vigilância da costa portuguesa. Tudo o que se compra é para a vigilância da costa. Submarinos? É para vigilância da costa. Aviões? É para vigilância da costa. Helicópteros? É para vigilância da costa. Um BMW novo para o ministro? É para vigilância da costa. Um iPad? Vigilância da costa. 

 

Agora foram montados radares do caraças. 31 milhões de euros num projecto que teve quatro fases. Porquê quatro fases? Não se percebe. Mas imagina-se. A quarta fase devia ser a instalação dos radares, ou seja, já devia estar tudo pronto, mas não havia radares. Agora foram postos os radares e o material já deve estar obsoleto. 

 

Seja como for, quando vi a notícia, ocorreu-me imediatamente que isto talvez fosse só para comprar radares a alguém. E quando vi que esteve cá Espanha em peso - pelo menos um ministro - foi para mim claro que os radares tinham de ser espanhóis, como já tive oportunidade de confirmar. Claro que a versão oficial da visita é a cooperação na vigilância da costa. Cá está, mais uma vez a vigilância da costa como desculpa. 

 

A verdade verdadinha, contudo, é que os espanhóis aldrabaram-nos com 31 milhões de euros em radares para vigilância da costa. O resto é conversa. Até vieram à inauguração, estilo vendedor. No final o ministro espanhol deve ter dado um cartão e voltou a falar na necessidade de se fazer um contrato de manutenção, porque às vezes os radares pifam. 

 

Farto-me de ouvir o Presidente da República e os filósofos todos desta nação falarem no mar e nas tecnologias e nas tecnologias e no mar e no mar com tecnologias e nas tecnologias marítimas; também me farto de ler notícias sobre como os portugueses são bons de mãos e a inventar coisas e com os computadores; mas o sistema da vigilância da costa fomos comprá-lo chave na mão aos espanhóis. Ai, que bom. Que bom, que bom, que bom. Tão bom. Dá gosto.

 

Ora bem. Vamos lá então a isto. Os submarinos são alemães. Os helicópteros e os aviões não tenho a certeza mas acho que são norte-americanos. Os barcos da Marinha, pelo menos o casco, deve ter sido a única coisa feita em Portugal, mas calma, porque foi nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, que vão virar armazéns de painéis solares. O sistema de radares é dos espanhóis. Entretanto, até o peixe já é da Europa. 

 

Desculpem a pergunta, mas a costa é nossa, onde? E o Presidente da República anda a dormir com cagarras para ver se saca mais mar, com que objectivo? Só se for para termos de comprar mais submarinos, mais aeronaves, mais corvetas, mais fragatas e mais radares a todos os países do mundo menos aos que o nome começa por um P depois tem um O e depois um R depois um T depois um U depois um G depois um A e depois um L. Fora este, pode ser qualquer um dos outros 195 países. 

 

Sinceramente, não vejo razão para querermos mais mar. Aliás, se fizéssemos fronteira com o Saara tínhamos muito menos despesas. E o peixe fresco estaria ao mesmo preço. 

Então, já sabem se é preciso programa cautelar?

por Zé Pedro Silva, em 02.12.13

 

Precisamos de programa cautelar? Não precisamos de programa cautelar? Talvez seja melhor. Não, não é preciso. Claro que não é preciso. É preciso, sim. Ele diz que sim. Ele diz que não. Vamos agora ouvir o professor doutor. Ainda está com dúvidas? Não sabe/não responde? E o senhor? Acha que é preciso programa cautelar? É? Pronto, bom contributo. Mas não é nada preciso, senhores! Calma! É, sim, seus irresponsáveis. Não é nada. 

 

A discussão sobre o programa cautelar é mais ou menos esta. Como sempre, com pouco interesse e nenhuma utilidade. É evidente que Portugal deve ter um programa cautelar preparado. Um, não. Deve ter dois. Ou três. Se vamos precisar deles? Não sabemos. Nós nem sabemos se a central nuclear dos espanhóis por infelicidade não rebenta e não somos cuspidos com toda a força contra o continente americano. Mas que é preciso ter isso preparado, ai lá isso é, pelo simples facto de estarmos a falar nisso aqui e agora. É o melhor sinal de que é mesmo preciso. Por exemplo, acho que na Suíça não estão a falar nisso. Estão a discutir a raclette. E porquê? Porque eles podem estar tranquilos a discutir o ponto de fusão do queijo. Então e nós? Nós, não. Porquê? Porque só podemos comer as batatas. Então? Então podemos precisar de um programa cautelar. Ou não. 

 

Posto isto, qual é a discussão? Claro que temos de ter um programa cautelar preparado. Para o caso de ser preciso. Se não for, melhor. Damos a um menino que precise. E então, qual é a discussão? É só para jogar conversa fora, não é? Temos de estar entretidos. Estamos aqui atirados a um canto, se nem conversarmos uns com os outros, torna-se muito aborrecido. 

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