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Lóbi do Chá

Lóbi do Chá

Fósseis assustam mais que as aranhas

por Zé Pedro Silva, em 19.11.13

Através da plataforma do Blogs do Sapo - onde entro para chegar aqui onde estou a escrever isto - descubro um post do João Miguel Tavares e através dele descubro um artigo do Joel Neto no Diário de Notícias. Escrevem eles sobre a polémica que existe - e eu não sabia - em torno da participação do jornalista João Moleira num vídeo de promoção a um livro, onde se dá notícia de um ataque de aranhas gigantes em Lisboa. Não sei se já conhecem esse vídeo, mas vou publicá-lo no final deste post, para quem anda a dormir. 

 

Se a polémica existe - e eles dizem que sim - então o caso é muito sério. Sou um defensor acérrimo do direito à opinião e da liberdade de expressão, mas quantas vezes não me apetece ver pessoas presas e torturadas pelo que dizem ou pensam ou simplesmente pelo que vestem? Amiúde, amiúde. 

 

A participação do jornalista João Moleira é uma das melhores partes do vídeo, pois dá-lhe um aspecto de realidade que o torna brutal. O jornalista e o ambiente idêntico ao cenário da Sic Notícias são fundamentais para o sucesso de um vídeo que, não obstante o seu carácter promocional, é uma forma de arte. Está ali uma ideia, que é boa, uma representação, que é notável, e uma produção, que é excelente. O conjunto é quase perfeito, em boa parte por ser raro. Fazem-se poucas coisas daquelas em Portugal. 

 

Ora bem, o facto de se estar a falar de uma polémica em torno da participação do jornalista atira-nos colectivamente para o século XIX. Como é que alguém se pode ter lembrado de que talvez o jornalista não devesse estar ali e quem é que teve a coragem, depois de pensar nisto, de o dizer em voz alta?

 

Qual é o problema? Onde está a gaita? Qual o azar? É a deontologia? É o respeitinho? É a ordem? Falamos de moral? De ética? Com a breca, é só um vídeo, um filme, uma película. É só um bocadinho de arte. É a criatividade. Uma brincadeira. Calma. Vamos respirar fundo. É uma coisa simples e é para nos divertirmos. Para sorrirmos. Vamos lá sorrir. Ha, ha, ha. É ou não é bom? Hã!? Vamos lá sorrir novamente. Ha, ha, ha. Que maravilha. Aranhas gigantes em Lisboa. Lindo. Brutal. Estava mesmo a acreditar. Tive medo. Arrepiei-me. E quando a aranha caiu? Que cagaço. Creio mesmo que terei largado algumas pinguinhas. 

 

Não sei quem é que criticou o jornalista João Moleira. E também não sei se a Câmara de Lisboa já fechou aquelas grutas da Baixa, que só abre muito de vez em quando. Se ainda não fechou, proponho enfiar-se lá estes fósseis do caraças.

 

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