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Lóbi do Chá

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Seguro a propor ainda é pior que sem propor nada

por Zé Pedro Silva, em 14.03.14

Pára tudo, porque António José Seguro apresentou uma ideia, uma proposta, qualquer coisa. Calma, calma, calma. Não é uma proposta nova, porque eu creio que já o ouvi falar nisto há um par de anos. Mas pronto, pelo menos já diz qualquer coisa, mesmo que seja uma coisa requentada.

E é o quê? É a mutualização do subsídio de desemprego. E o que é a mutualização do subsídio de desemprego? É mais ou menos isto: A partir de uma determinada taxa de desemprego, a responsabilidade é da própria União Europeia. Seguro até fala em números, quando se refere à taxa. Diz "por exemplo, 7%". Como se vê, é uma proposta concreta: por exemplo, uma mutualização do subsídio de desemprego, por exemplo, se a taxa for, por exemplo, superior a 7.

Ora bem, segundo Seguro, seriam os países com taxas de desemprego mais aceitáveis a pagar os subsídios de desemprego dos países com taxas superiores a, por exemplo, 7%. Dá para acreditar numa coisa destas? Não dá. Mas calma, porque isto deve fazer tudo muito sentido. Vamos ver: Garante Seguro que, assim, a União Europeia daria "mais atenção a uma política económica robusta". O que é que isto quer dizer? Também não faço ideia. Será que, com medo de ter de pagar subsídios de desemprego num determinado país, iam lá endireitar a economia? E o que é uma política económica robusta?

Como é que o PS chegou a este nível? Um político que se assume como alternativa, quer ir pedir à Europa para lhe pagar os subsídios dos seus desempregados. Sim, porque se tivéssemos nós uma taxa de desemprego "mais aceitável" - como o próprio Seguro descreve - então teríamos de ser nós a pagar os subsídios dos gregos ou, nem é preciso ir tão longe, dos espanhóis, que têm taxas altíssimas. Mas pior, Seguro pede isso para ver se puxam pela sua economia, com política mais robustas. Confesso que isto até me parece uma institucionalização da Troika.

Com a breca. Há tanto por dizer e fazer em matéria de harmonização das políticas na Comunidade, particularmente no plano económico e fiscal, e Seguro sai-se com isto. E já não é a primeira vez.

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